quarta-feira, 19 de julho de 2017

+PATRIMÓNIO: Visita Guiada às Convertidas



O Recolhimento de Santa Maria Madalena, normalmente conhecido como Casa das Convertidas por ter cumprido a função de recolhimento de "mulheres convertidas a Deus, arrependidas dos seus erros" foi foi instituído em 1722 pelo Arcebispo de Braga D. Rodrigo de Moura Teles, classificado em Novembro de 2012 como Imóvel de Interesse Público mas demora em ver dias mais felizes quanto à sua reabilitação e fruição.

Para que este belo monumento ainda desconhecido da maioria dos bracarenses não caia no esquecimentos e para relembrar a necessidade da sua reabilitação, a Braga Mais, no âmbito das comemorações do dia de Sta. Maria Madalena (consultar aqui o programa) promovida pelo grupo de voluntários "Amigos das Convertidas" realiza uma visita guiada ao interior e exterior deste complexo com muita história e simbolismo e com uma riqueza arquitectónica do período barroco.

Todos os interessados deverão comparecer no próximo domingo, dia 23 de Julho, pelas 10h00 na entrada do edifício. A entrada é livre e não é necessária inscrição.

sábado, 17 de junho de 2017

Memórias de Braga: Rei David



O próximo Memórias de Braga está integrado no programa do São João de Braga 2017 e é dedicado à mítica Dança do Rei David, uma tradição que sai às ruas a 24 de Junho e que vai passando de geração em geração numa família de Palmeira.

Oradores: José Alberto Nogueira, José Carlos Nogueira
Moderador: Rui Ferreira

No “ciclo de memórias” cada conversa é informal e cujo objetivo é a troca de conhecimentos entre o público e os convidados, partilhando-se as memórias que se querem vivas sobre as vivências da nossa cidade.

DANÇA DO REI DAVID:
A dança do Rei David é outra das tradições mais relevantes das festas de São João em Braga. Constituída por 13 elementos, um dos quais o Rei David, que se destaca ao centro. O grupo está dividido em duas filas de seis elementos cada. Cada fila tem um guia, cuja missão é iniciar a dança e interagir com o Rei. A melodia que acompanha a dança é constituída por “duas partes de doze compassos binários”. Segundo José Gomes, a música atualmente utilizada é oitocentista, devendo-se a sua autoria a um monge agostinho do Convento do Pópulo. Quanto à dança, o mais caraterístico é um passo tipo polca, em que uma das pernas está
elevada com o joelho dobrado sobre a cinta, enquanto a outra suporta o peso total do corpo.
Frequentemente associada ao auto do Carro dos Pastores, tem também origem nos quadros exibidos nas procissões sanjoaninas do período barroco, discutindo-se a influência que poderá ter recebido da Mourisca, com cuja configuração detém semelhanças. Trata-se, provavelmente, da tradição mais antiga associada aos festejos bracarenses, tendo mantido uma regularidade assinalável quer quanto à música, quer quanto à forma. A origem da dança do Rei David, que já se tornou no maior ícone das festas sanjoaninas, continua até hoje por apurar. São muitas as vozes que atiram a sua origem para o século XVI, nomeadamente para a Mourisca, tradição que já abordamos e que nasceu associada às celebrações do Corpus Christi. Esta tradição chegou aos nossos dias, pois, durante várias gerações, foi conservada por uma família da freguesia de Palmeira, que orgulhosamente a foi transmitindo de pais para filhos. O protagonista da dança representa a destacada figura bíblica do pastor que se tornou monarca do Povo de Deus ao derrotar o Golias: o Rei David. Diz-nos José Gomes, que existe uma referência documental à dança do Rei David datada de 1726, na qual se refere que esta dança deveria ser levada a cabo pelos correeiros, sirgueiros, pasteleiros e palmilheiros.

sábado, 22 de abril de 2017

+ PATRIMÓNIO: Passeio-Convívio ao Gerês Romano




A Braga + e a JovemCoop, promovem no próximo dia 1 de Maio mais uma edição do passeio convívio, desta vez percorrendo o Gerês romano. O ponto de encontro vai ser às 09h00, junto ao Pópulo. A viagem será feita de autocarro, sendo que o regresso deverá acontecer pelas 18h00.

Com o objetivo de também divulgar junto dos bracarenses o património da região do Minho, o percurso contará com passagens por locais onde é possível vislumbrar vestígios do período romano, localizados no perímetro do Parque Nacional da Peneda-Gerês enquanto se caminhará pela famosa "Geira” sob orientação e explicações de Ricardo Silva, historiador e presidente da Junta de Freguesia de São Victor.

Para além de comida fácil de transportar, os participantes deverão levar roupa e calçado adequado, uma vez que está previsto andar 10km a pé ao longo do dia. Excecionalmente vamos cobrar a participação neste percurso com o objetivo de cobrir as despesas com o transporte. Nesse sentido, durante a viagem será pedida a contribuição de 1€ aos associados e 2€ aos não associados.


Existem 52 lugares no autocarro, divididos pelas duas associações. A inscrição deverá ser efetuada através do email associacaobragamais@gmail.com. Os associados da Braga + têm prioridade na inscrição.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Memórias de Braga: 25 de Abril de 1974


Todos conhecem o que se passou no dia 25 de Abril de 1974 e a importância do mesmo para o futuro do nosso país. Anualmente, quando se relembra a revolução dos cravos, os meios de comunicação nacionais tendem em focar apenas para o epicentro dos acontecimentos em Lisboa, no entanto, este dia foi vivido intensamente por todo o país e Braga não foi exceção. Para que a memória perdure, torna-se importante relembrar como foi vivido em Braga esse importante marco da nossa história e que essas recordações cheguem também às gerações mais novas.

Nesse sentido, o antes, durante e depois da revolução de 25 de Abril de 1974 na nossa cidade, será tema de conversa de mais um Memórias de Braga que desta vez decorrerá em parceria com a Associação Cultural Sá de Miranda e terá lugar no próximo dia 20 de Abril (quinta-feira), às 21h30 no Teatro da Escola Secundária Sá de Miranda. Os participantes poderão também contemplar uma exposição de fotografias desse dia em Braga capturadas pelo fotojornalista José Delgado e uma pequena atuação do Daniel Pereira Cristo e dos Canto D’aqui na abertura e fecho da sessão, respetivamente.

Para nos falar como se viveu esse importante dia em Braga, são convidados José Manuel Mendes, José Viriato Capela e Jorge Cruz.

No “ciclo de memórias” cada conversa é informal e cujo objetivo é a troca de conhecimentos entre o público e os convidados, partilhando-se as memórias que se querem vivas sobre as vivências da nossa cidade.

Entrada livre. Contamos com a presença de todos.

Vídeo do Percurso Pascal no Bom Jesus

quarta-feira, 5 de abril de 2017

+ PATRIMÓNIO: Percurso Pascal no Bom Jesus do Monte

































Percurso Pascal no Bom Jesus do Monte
O santuário do Bom Jesus do Monte, erigido sobre a antiga montanha de Santa Cruz, é um local privilegiado para os cristãos viverem o período que antecede a Páscoa. O seu simbolismo está intimamente vinculado à Paixão de Cristo, detendo uma escadaria onde prontificam capelas que recordam os passos da Via Sacra.
Por isso mesmo, as associações Braga + e JovemCoop organizam, no próximo sábado, dia 8 de Abril, mais um percurso pelo património bracarense, desta feita para abordar um dos monumentos mais emblemáticos de Braga: o Bom Jesus do Monte. 
Aproximando-se a Páscoa, data significativa no âmbito das manifestações culturais e religiosas, é oportuno abordar a história do  Bom Jesus do Monte, expressão maior do imaginário associado à memória da Paixão de Cristo na cidade de Braga.
Este percurso cultural, que tem início marcado para as 14h45 no Pórtico do Bom Jesus, conta com abordagens aos principais mentores e artistas que deixaram a sua marca no santuário, bem como ao universo simbólico associado a cada um dos elementos integrantes deste complexo monumental.
O percurso terá a duração de duas horas e será orientado por Rui Ferreira.  

quinta-feira, 23 de março de 2017

Debate: Braga, Cidade de Cultura?


A cultura vai muito para além do mero entretenimento. Através das manifestações culturais, as populações podem gerar e extrair conhecimento, demonstrando que somos parte importante para a construção do espaço que estamos inseridos e contribuir para a formação intelectual e humana. Uma população mais culta e bem informada, conhecedora das suas raízes, costumes e tradições mas ao mesmo tempo aberta e em contacto com formas de cultura contemporâneas ou de outros povos é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade que se quer mais próspera, coesa e interessada.

Hoje é impossível falar de desenvolvimento económico e social sem evocar este tema e tudo o que o rodeia. Cada vez mais a atividade cultural das cidades é reconhecida como um importante fator de desenvolvimento territorial tendo assumido uma grande preponderância na dinamização turística, na criação de emprego e riqueza, assim como na educação das suas gentes.

Há em Braga ainda muito potencial por desenvolver e aproveitar? Estamos a valorizar, rentabilizar e a promover bem os nossos ativos culturais? Temos uma oferta cultural diversificada e abrangente? O que nos diferencia? Como cativar mais agentes, públicos e artistas? Que desafios teremos de enfrentar? Que Braga cultural queremos para o futuro?

Estas são algumas das perguntas que procurarão resposta no debateBraga, Cidade de Cultura? organizado pela Braga+ e que contará com um painel diversificado de representantes de entidades culturais do concelho, entre eles Cláudia Leite do Theatro Circo; Manuel Gama do Observatório de Políticas Culturais e Artísticas da UM; Luís Tarroso Gomes, pela Estaleiro cultural Velha-a-Branca; Miguel Ramos do Cineclube Aurélio da Paz dos Reis e a Helena Pereira, curadora da Shairart.

Este debate que decorrerá na próxima quarta-feira, 29 de Março pelas 21h15 no Auditório da BLCS-Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, é aberto ao público e haverá tempo para todos os que queiram intervir.

quarta-feira, 22 de março de 2017

+PATRIMÓNIO: Visita às 7 Fontes



No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Água, o Município de Braga, em parceria com a Junta de Freguesia de S. Victor, vai realizar uma visita guiada ao Complexo Eco monumental das Sete Fontes. A iniciativa vai ter lugar no dia 26 de Março, Domingo, a partir das 10h00, tendo como ponto de partida o Largo de Monte d’Arcos (junto à entrada do cemitério) e será orientada pelo Dr. Ricardo Silva, historiador e Presidente da Junta de Freguesia de S. Victor.

Braga + foi, muito amavelmente, convocada a juntar-se a esta iniciativa. Assim sendo, convidamos todos os associados e seguidores a estarem presentes. É uma oportunidade para quem ainda não conhece e mesmo quem já conhece vai seguramente passar uma agradável manhã contribuindo para a moldura humana que demonstrará que os Bracarenses não se esquecem das 7 Fontes.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Memórias de Braga: Novos Pioneiros


A Cooperativa Novos Pioneiros será tema de conversa de mais um Memórias de Braga na próxima quinta feira, dia 16 de março, às 21h30 no Museu do Traje, com homenagem ao Engenheiro Pinheiro Braga e José Barbosa (Diretores da Novos Pioneiros).

São convidados José Manuel Mendes | José Manuel Tarroso Gomes | Augusto J. Rodrigues Pereira e Adelino Esteves

No “ciclo de memórias” cada conversa é informal e cujo objetivo é a troca de conhecimentos entre o público e os convidados, partilhando-se as memórias que se querem vivas sobre as vivências da nossa cidade.

Contamos com a presença de todos!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

+ PATRIMÓNIO: Percurso "Um Agostinho na Cidade"




O legado do Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus na cidade de Braga vai ser o destaque do percurso intitulado "Um Agostinho na Cidade", uma iniciativa conjunta da Braga + e da JovemCoop, que pretende ajudar os bracarenses a conhecerem e a valorizarem o seu património.

Esta iniciativa está agendada para sábado, dia 11 de fevereiro, e tem início marcado para as 14h30, na Igreja do Pópulo.

O percurso, que vai tentar reescrever as obras patrocinadas por um dos prelados mais importantes da história bracarense, conta com passagens pela Igreja do Pópulo, Convento do Salvador, Fonte da Pracinha, Largo do Paço e Capela de S. Victor-o-Velho, além de outras abordagens a lugares onde a sua ação se fez sentir.

Recorde-se que D. Frei Agostinho de Jesus foi Arcebispo de Braga entre 1588 e 1609 e revelou-se como um dos mais dinâmicos ocupantes do sólio bracarense e um dos mais ilustres da história da sua ordem religiosa em Portugal.