quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ficha de Inscrição de Sócio

Inscreve-te amanhã e sê dos primeiros a apoiar a Braga+!

(ficha preenchida e 5 euros quota anual)



Convite: Primeira Reunião Geral Braga+


Convidamos os nossos amigos, e amigos de Braga, a participarem, dia 13, às 21h30, na primeira reunião geral para instituir os órgãos sociais da Braga+, bem como dar a conhecer os estatutos, regulamento interno e proposta de actividades para o próximo semestre.

Mais do que uma associação, queremos que a Braga+ possa ser um local de ideias e partilhas, afirmando a necessidade de os cidadãos manifestarem a sua voz em prol de três eixos basilares:
+cultura, + património; +cidadania... e o papel de todos nós é muito importante para fazer de Braga uma cidade mais próxima dos seus cidadãos.

Para todos os que desejarem fazer parte desta associação, só têm que participar nesta primeira Reunião, dia 13, na Junta de Freguesia de S. Victor e todos serão bem-vindos, independentemente da idade, da confissão religiosa ou da sensibilidade partidária.

Contamos consigo, porque "Juntos Somos +"!!!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Braga+ apresenta Carlos Amarante na Feira do Livro

"Diário do Minho" 06/12/2012

"Correio do Minho" 06/12/2012

No passado dia 04 de Dezembro, a Braga+ foi convidada pela Escola Secundária Carlos Amarante a estar presente na Feira do Livro, para dar a conhecer algumas das mais emblemáticas obras de Carlos Amarante.

Este percurso pela história do engenheiro e arquitecto Carlos Amarante foi conduzido por Rui Ferreira, investigador e fundador da Braga+.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Proposta de classificação da igreja de Santa Cruz


A Braga + apresentou no passado sábado, dia 1 de dezembro, a sua proposta de classificação da igreja de Santa Cruz. Trata-se da primeira iniciativa deste género que a associação vai levar a cabo, no sentido de garantir protecção legal aos monumentos ainda desprotegidos da cidade de Braga. 
Este templo, que é um dos mais admirados (e fotografados) por quem nos visita, pertence à Irmandade de Santa Cruz e é, indubitavelmente, um dos mais imponentes do centro histórico bracarense. Apesar de se encontrar num excelente estado de conservação, surpreende que ainda não esteja classificado, por exemplo, como monumento de interesse público.
Recorde-se que, desde 2001, altura em que foi aprovada a Lei de Bases do Património, qualquer cidadão pode levar a cabo uma proposta de classificação, desde que devidamente preenchido o formulário disponibilizado pela recém criada Direcção Geral do Património Cultural.


 "A Cruz é um símbolo inevitável do cristianismo e, por isso, repetidamente usado como figura primordial de inspiração no campo artístico. A Igreja de Santa Cruz de Braga apresenta uma profunda intimidade com toda a simbologia da Paixão e morte de Jesus, estando a sua estrutura arquitectónica e decorativa ligada aos símbolos ressaltados nos relatos dos Evangelhos. Tanto a fachada como o interior obedecem a uma rígida uniformidade simbólica. Construída em diversas fases, entre o ano de 1617 e 1736, o templo apresenta uma interessante perspectiva da dimensão simbólica e iconográfica do barroco, aplicada à arquitectura religiosa. A tese que aponta o trabalho do italiano Carlos António Leone, com uma alteração paradigmática na arquitectura religiosa bracarense, poderá ser plausível ao observar as inovações decorativas introduzidas na fachada desta igreja. A conciliação de um maneirismo do período final, com um barroco precursor da obra de André Soares em Braga, é outro elemento a ressaltar. No interior impera o denominado período nacional, manifestado esplendorosamente na talha dourada dos retábulos. A Capela-Mor, bem como o destacado sanefão que recobre o arco-cruzeiro, saíram das mãos de Frei José Vilaça, e apresentam um traço nitidamente rococó. A par do Bom Jesus do Monte, a Igreja de Santa Cruz apresenta-se como uma obra de referência na dimensão iconográfica da Paixão de Cristo. A especulativa tese que aborda o denominado barroco bracarense como ontologicamente corroborado, encontra na Igreja de Santa Cruz uma base e fundamento."
(Do Formulário de instrução do processo de classificação)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Proposta de classificação da Igreja de Santa Cruz

Este sábado, dia 1 de dezembro pelas 11h, a associação Braga+ apresentará a proposta de classificação da Igreja de Santa Cruz. 

Convidamos todos os cidadãos interessados, a juntarem-se à associação na defesa e salvaguarda do nosso património.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O recolhimento das Convertidas

video

Reconverter as Convertidas - reportagem

Foi com casa cheia e muitas ideias que ontem à noite se realizou o primeiro debate da Associação Braga +, que decorreu na Casa dos Coimbras. Centrado no destino a dar ao recolhimento das Convertidas, o debate contou com intervenções do vereador Hugo Pires, do ex-governador civil José Araújo, de Manuela Sá Fernandes (do Grupo Gonçalo Sampaio) e de Carlos Aguiar Gomes (da Associação Famílias). Enquanto não publicamos as conclusões do debate, aqui fica uma pertinente reportagem da TV Minho.

Obrigado a todos os que quiseram participar e dar o seu contributo, inclusive os agentes políticos da nossa cidade que, de diversos quadrantes partidários, marcaram presença neste debate. Construir pontes pelo bem da nossa cidade é objectivo, desde já cumprido.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Debate público - Reconverter as Convertidas


Recentemente classificada como Imóvel de Interesse Público, a Braga +  e a JovemCoop  irão promover no dia 27 de Novembro pelas 21 horas na Casa dos Coimbras um debate com vista a discutir "Qual o futuro para este monumento?". Contará como convidados Carlos Aguiar Gomes da Associação Famílias; Manuela Sá Fernandes do Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio; José Araújo, ex- Governador Civil do Distrito de Braga; Rui Ferreira, da Associação Braga + e Hugo Pires, Vereador do Urbanismo da CMB. 
O debate, intitulado “Reconverter as Convertidas”, vai ser moderado por Ricardo Silva, coordenador da JovemCoop e fundador da Braga +, estando aberto à participação de todos os cidadãos interessados em discutir esta temática e propor alternativas.

Por + cidadania, + cultura e + património. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Casa das Convertidas - Imóvel de Interesse Público

Diário da República, 2ª Série, 07/11/2012

Vem hoje publicado no Diário da República a classificação final do Recolhimento de Santa Maria Madalena/Casa das Convertidas como Imóvel de Interesse Público.

Esta classificação vem acompanhada pela instituição de uma Zona Especial de Protecção considerável, que vai desde o topo sul do Campo Novo até ao extremo Sul da Av.Central e, sensivelmente, do Centro Comercial Lafayette até ao Parque de Guadalupe.

Isto são excelentes notícias tendo em conta que a Casa das Convertidas está bastante degradada e a necessitar de urgente intervenção, pelo que se espera que agora que será oficializada como Monumento, possa centrar mais cuidados por parte dos orgãos de gestão competentes.

É feliz motivo, também, porque garante a traça arquitectónica do corrente nascente da Casa das Convertidas, que tem sido alvo de especulação imobiliária, temendo-se projectos megalómanos e desvirtuadores daquela composição.

São, ainda, boas notícias, porque se a CMB licenciar algum projecto para a área de logradouro dos edifícios a nascente da Casa das Convertidas, isso irá requerer um estudo arqueológico de uma zona que é pouco ou nada conhecida.

Mas a nossa atenção vai, sobretudo, para o avançado estado de degradação da Casa, situação que temos vindo a denunciar. As nossas preocupações, além da queda de rebocos e de telhas, vai agora para a parte cimeira do brasão de Sta Maria Madalena que está a colapsar, devido à abertura de grandes fendas, situação agravada com a trepidação das obras do programa "A Regenerar Braga". Esta situação pode conduzir à ruptura do andar de cima do imóvel, bem como coloca em risco a segurança dos transeuntes.

A partir de hoje Braga possui mais um monumento, garantia dada pelo selo de qualidade que é esta classificação. Contudo, a classificação não é um garante da salvaguarda total, pelo que manter-nos-emos atentos, sobretudo nesta altura em que o Ministério da Administração Interna pretende colocar ali os serviços de estrangeiros e fronteiras e uma delegação da protecção civil.

Coincidentemente, no próximo dia 23 de Novembro, a Braga+ e a JovemCoop promoverão um debate público sobre "reconverter as Convertidas", possibilitando auscultar várias ideias e aproximando os cidadãos do património e partilhando destinos a dar a este imóvel.

Esta é uma excelente notícia, uma verdadeira prenda natalícia adiantada para a cidade de Braga!




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Políticas de Reabilitação para o centro histórico de Braga



O real objeto da reabilitação urbana é a cidade. O urbano confere á reabilitação um carácter de política pública, o que difere de reabilitação arquitetónica e não poderá ser confundido com uma mera reabilitação do espaço público. O carácter intrínseco de política urbana implica uma abordagem multissectorial e integrada. Em primeiro lugar importa a consideração do quadro físico da urbe e do seu desempenho enquanto suporte da vida social, exige a dualidade intrínseca de reabilitação e salvaguarda patrimonial nas práticas de gestão urbanística. Num segundo entendimento implica a consideração do quadro económico, das repercussões sobre a economia local, sobre a atratividade, sobre a consideração da rentabilidade vs o investimento municipal. E por último implica uma consideração acerca dos efeitos sobre a dimensão social do centro histórico. Regenerar implica injetar dinâmicas de desenvolvimento. Não basta reabilitar edificado, nem maquiar o espaço público!
A capacidade de atracção, quer de residentes, visitantes, turistas e investidores implica considerar fatores como beleza ambiental e urbanística, aliada a uma riqueza patrimonial e de projeção cultural e implica dinâmicas económicas.
Integrar e potenciar a cidade economicamente, tornar o centro atrativo não se consegue apenas com modernização do espaço público; com uma ansia de modernidade sustentada em políticas de destruição da identidade e da imagem do mesmo. É necessário que o município entenda as repercussões de cada acto isolado, entenda que descentralizar equipamentos, que considerar a localização da pousada da juventude fora do núcleo histórico; criar tensões entre as grandes superfícies e o comércio tradicional; localizar o hospital e o estádio na envolvente, entre outros atos, são políticas expansionistas e não de regeneração urbana. Perante o aparecimento de novas centralidades como é que a cidade tradicional poderá ter a capacidade para competir e afirmar-se como um verdadeiro polo de atratividade?
Regenerar o centro histórico implica pro-atividade e estratégia por parte da gestão municipal, implica estar consciente das consequências, implica visão, exige ir muito além da repavimentação e, sem destruição das memórias urbanas, implica investir dinheiro público com uma rentabilidade considerada.
Projetar culturalmente Braga requer o desenvolvimento e investimento em políticas culturais e patrimoniais que permitam a identificação de uma imagem de marca para a cidade, que a identifique e valorize no panorama nacional e internacional. As transformações socioeconómicas revalorizam as diferenças e as particularidades como resposta á standardização desta nova era, e daí a tendência para a requalificação dos tecidos urbanos antigos e a aposta na recriação do passado, a preservação da memória e das tradições. Este reconhecimento pelo valor económico do património é negligenciado em Braga.
Que lugar existe nas políticas municipais para o património?! O espaço público é o património comum de cada cidadão, que lugar existe para a memória urbana?! Se defender o património consiste em preservar espaços físicos que testemunham a cidade e recriar memórias, não será então crime urbanístico descaracterizar símbolos da representação coletiva?!

Fátima Pereira

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Reabilitação ou desqualificação urbana de Braga?

A 2 de Setembro foi notícia no Diário do Minho.
Futuro da construção civil pode estar na reabilitação
A reabilitação dos centros históricos e da habitação degradada poderá ser uma solução para a grave crise que o setor da construção está a passar. Esta é a convicção do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Cerâmica e Afins da Região a Norte do Douro. José Maria Ferreira garante que, no distrito de Braga, a maioria das pequenas empresas de construção já faliu e que não há praticamente nenhuma firma de média e grande dimensão que não esteja a dispensar pessoal. As contas da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas dão conta que, em Portugal, nos primeiros sete meses deste ano, faliram 868 construtoras.

Quando no presente se fala em reabilitar, requalificar e regenerar, não se poderá estar na verdade a desabilitar, desqualificar e a degenerar a cidade de Braga?

Em relação às intervenções nos centros históricos, mais concretamente no centro histórico de Braga, é necessário ter consciência do enquadramento global e nacional da cidade, e que épocas se devem privilegiar.

A Europa e Portugal marcaram e dominaram a arquitetura e a cultura a nível mundial, desde a Renascença até ao início do século XX. Contudo, atualmente essa hegemonia perdeu-se e as grandes correntes e obras da arquitetura mundial, surgem nos mais diversos países, e nas metrópoles em ascensão na Ásia, América...

Além deste breve enquadramento global, também a nível nacional Braga teve uma preponderância cultural, arquitetónica, política e religiosa muito superior durante este período, que se inicia no século XVI com o Arcebispo D. Diogo de Sousa e perdura até ao século XIX. 

Nesta época, a Igreja Católica tinha um papel predominante na sociedade portuguesa, e dentro deste contexto, Braga foi tão só a "capital" religiosa do império português até 1716. 
Também a nível político, até à primeira metade do século XIX, Braga assumiu uma importância muito superior à atual, sendo a capital do Entre Douro e Minho, a província mais populosa de Portugal e a mais densamente povoada da Península Ibérica. 
Em acréscimo a todos os fatos supracitados, no que diz respeito à dimensão urbana, Braga era a terceira maior cidade, sendo que em 1736 a diferença para o Porto era de apenas 8.000 habitantes, situação que se alterou desde então, com o crescimento exponencial do Porto.

Como consequência deste passado, Braga possui no seu centro histórico dezenas de monumentos classificados e por classificar. Alguns, são expoentes máximos da arquitetura portuguesa na época.

Dentro deste enquadramento, quando se analisam as intervenções que se têm efetuado durante o século XX e XXI, apesar de estarem assentes em pretensões de evolução, requalificação e modernização, têm frequentemente resultado na aniquilação e destruição do património e da identidade de Braga, além contribuírem para a perda do enorme potencial turístico da cidade. Criando edifícios e áreas no centro histórico, que face ao panorama mundial, nunca poderão obter o valor e a atratividade que o conjunto do edificado histórico possuía.

Fontes: 123

Em suma, quando se intervém no centro histórico da cidade deve ser imperativo preservar o edificado histórico, procurando até recuperar o edificado perdido, não devendo a arquitetura contemporânea tomar o protagonismo, como se verifica em diversas intervenções no centro histórico. A expressão plena da arquitetura contemporânea, deve ficar reservada aos vários quilometros quadrados dados como urbanizáveis no município, contribuindo aí para a valorização patrimonial de Braga através da criação de novas áreas urbanas.

Manter viva uma cidade não deve ser sinónimo de destruição do legado histórico e perda do potencial turístico.


 
Fontes: 123

Carlos Santos in "bragaon.blogspot.pt"

Apresentação pública da Associação Braga+

@Rui Pinheiro
A 21 de outubro, foi apresentada à cidade a Associação Braga+ (Cultura, Património e Cidadania). Do alto da Torre de Menagem emanaram grandes ideias e muitas vontades de trabalhar em prol da nossa cidade! 

"Iniciamos oficialmente este projecto, denominado Braga +, num local emblemático da nossa cidade: a torre de Menagem, encontrados 193 metros acima do nível do mar, 30 metros acima do solo e numa localização estratégica sobre o antigo circuito medieval. Quisemos começar aqui no preciso lugar da história, bem próximos do coração da nossa cidade, a mesma que nos toca, nos move o afecto e nos faz estar aqui hoje reunidos.

Nesta torre, outrora sede da nossa defesa colectiva, propomos-nos carregar sobre os ombros a responsabilidade de uma cidadania activa, não nos negando ao protagonismo a que qualquer cidadão deve aspirar numa sociedade democrática.

Estamos certos que a nossa palavra e intervenção serão agentes efectivos de sensibilização e mudança, num tempo decisivo para a definição do papel do nosso município no contexto regional e nacional. Seremos intérpretes inegáveis de uma geração cada vez mais consciente da valia do seu passado, que aspira a mais, e que sabe que pode alcançar esse mais com o seu esforço e empenho."

Não nos une a visão económica da sociedade, os credos religiosos, ou as sensibilidades partidárias. Não nos une a idade, o género, ou a área de formação. Também não nos une o clube de futebol, as opções profissionais ou os grupos dos quais fazemos parte. Une-nos sim uma cidade e o seu futuro. E esta unidade e procura de objectivos comuns tem um nome concreto: Braga! Nesse sentido deixaremo-nos guiar por um trinómio de actuação: cultura-património-cidadania."

Queremos uma Braga com Mais Cultura! Não nos limitaremos a questionar. Não nos inibiremos também de fazer sugestões para melhorar a qualidade do que já de bom se realiza em termos culturais no nosso município. Procuraremos sim, sermos nós também promotores de cultura, patrocinando percursos pelo património, prelecções sobre a história local, debates sobre o destino a dar a imóveis de singular valia, ou não nos inibindo de buscar parcerias para fazer realidade – já em 2013 – o sonho de um Festival Barroco. Seremos fazedores de cultura, conscientes que estamos da necessidade de não apenas exigir aos poderes públicos o acesso à mesma, mas certos que também podemos dar o nosso contributo. Qualquer cidade que pretenda afirmar-se na Europa só o pode fazer se apostar claramente na cultura. E nós daremos, para tal, o nosso humilde contributo.  

Queremos uma Braga com Mais Património! Braga é daquelas cidades que não se pode descrever. Ama-se e pronto! Os bracarenses amam genuinamente a sua cidade e têm sido capazes de se tornar cada vez mais adeptos do seu passado e da sua identidade. Talvez por vivermos imersos numa sociedade pós-moderna, que frequentes vezes se sente privada de referenciais e fundamentos, a necessidade de preservar o património cultural e intangível tornou-se uma prioridade. Braga é hoje uma cidade de património. Não, porventura, pelo zelo dos poderes públicos na preservação ou valorização do património, muito menos pelo facto de termos sabido respeitar sempre o legado do nosso passado. Braga é uma cidade do Património devido à evidência do zelo apaixonado dos bracarenses por aquilo que é genuinamente seu, pela sua vontade inexorável de conhecer melhor a sua identidade e pela sua atitude férrea e persistente na defesa do seu património cultural.

Queremos uma Braga com Mais Cidadania! Por último, mas sem menor importância, cabe-nos patrocinar a cidadania, vector essencial da sociedade democrática e ícone da participação dos cidadãos nas decisões que os implicam. Não temos pretensões de sermos decisores do que quer que seja, mas temos a ambição controlada de auxiliar, com a nossa voz e reflexão a pensar novas soluções para as questões comunitárias e a sugerir ideias que podem ser fundamentais para o nosso futuro.

O nosso sonho: a constituição de um museu da cidade de Braga. Não é algo de inédito, dado que Braga já teve uma espécie de museu da cidade nos primórdios do Museu D. Diogo de Sousa. Esta ideia nasce do imperativo de divulgar a riqueza de uma história com dois mil anos, por onde passaram diversos povos e culturas que deixaram bem vincadas as suas marcas. Os bracarenses só poderão perceber a sua identidade se acederem à sua história. 

Amigos e amigas, bracarenses de boa vontade, este projecto é para vós e vai ser aquilo que cada um de nós quiser que ele seja. Não é por nós que o fazemos, mas sim pelos bracarenses do futuro, por aqueles que ainda não nasceram, que ainda não entenderam a importância do berço que o destino lhes doou e que antecipadamente são convidados a soletrar esta palavra que nos faz propulsar o coração: Braga! Se hoje aprendermos a valorizar e a conservar – sem nenhum de tipo de arcaísmo ou imobilidade – a memória da comunidade humana à qual pertencemos, poderemos dizer que cumprimos a nossa responsabilidade.

Que diria o notável Arcebispo D. Diogo de Sousa perante a nossa intenção de salvaguardar-lhe a memória e de recordar a Braga do seu tempo? Que reacção teria o pequenino D. Rodrigo de Moura Telles, vendo-nos aqui abismados perante a sua suprema ideia de dar a Braga e ao mundo um ex-libris raro, como é o Bom Jesus? Que desenhos faria André Soares diante da tamanha admiração que hoje lhe granjeamos e perante o nosso compromisso em elevar um barroco que, pelas suas mãos, ousou chamar-se bracarense?

O que desejamos é uma Braga que sabe potenciar os seus recursos, que valoriza o património legado pelas diferentes eras que atravessou, uma cidade que se orgulha do seu passado, que o conhece e valoriza, e que o sabe mostrar ao resto do mundo. Uma Braga + culta, + participada e com + identidade! " 
Braga, aos 21 dias de outubro do ano 2012 da era cristã
Rui Ferreira

Rui FerreiraProf. Miguel BandeiraRicardo Silva e Carlos Santos


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Estádio 1.º de Maio vai ser classificado


Anúncio n.º 13496/2012 de 28/09/2012


O estádio 1.º de Maio vai ser classificado como monumento de interesse público.

parecer favorável do Conselho Nacional de Cultura foi dado na passada semana, depois de um processo que demorou quase três décadas a ter seguimento, dado que a Câmara Municipal de Braga havia feito pedido de classificação em 1985. Depois da capela de Guadalupe, igreja dos Terceiros, recolhimento das Convertidas e igreja do Carmo trata-se de uma excelente notícia para Braga.

O estádio 1.º de Maio é considerado um dos mais belos recintos desportivos portugueses, tendo sido delineado pelo arquitecto João Simões. Foi inaugurado em 28 de Maio de 1926, naquele que foi considerado um dos "maiores dias de Braga" devido à quantidade de gente que atraiu à capital do Minho.

Rui Ferreira in "bragamaior.blogspot.com"