segunda-feira, 26 de setembro de 2016

MEMÓRIAS DE BRAGA: os Sombreireiros e as Fábricas de Chapéus

A Associação Braga+ promove na próxima sexta-feira dia 30 de Setembro, pelas 21h30, mais uma sessão de Memórias de Braga, desta vez para recordar o ofício dos Sombreireiros e as Fábricas de Chapéus em Braga . 
Com a propagação da moda do chapéu, que era utilizado frequentemente por homens, militares e sacerdotes, mas que também se foi popularizando no vestuário feminino, assistiu-se a uma procura que em Braga haveria de ascender também devido à presença significativa da Igreja, que acabaria por influenciar toda a sociedade bracarense de então. 
O desenvolvimento de muitos mesteirais, oficinas hereditárias que evoluíam na perícia de trabalhar a lã para a transformar nos denominados sombreeiros, haveria de transformar Braga num centro de produção significativo, escoando os seus chapéus para algumas regiões circundantes, entre as quais a Galiza. Calcula-se que a cidade, em particular a freguesia de S. Victor concentraria 370 profissionais de chapelaria, contabilizados nos finais do século XVIII. 
A decisiva concentração de oficinas manufatureiras de chapéus dava-se na então paróquia de São Victor, “entre as ruas Nova da Seara, rua da Régua, rua do Pulo e muito especialmente na hoje de São Domingos (antiga rua do Assento)”. Esta concentração evoluiu com o crescimento demográfico da cidade ao longo do século XIX, tendo evoluído até aos Peões, seguindo o traçado da actual rua Nova de Santa Cruz. O surgimento de grandes indústrias de chapelaria ao longo do século XIX vem confirmar esta tendência.

São convidadas para abordar esta temática Camila Machado e Ana Maria Machado, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Ponte de Lima, familiares do Sr. Machado Chapeleiro e atuais proprietárias da afamada Casa Machado da rua do Souto.

Esta iniciativa, que se realiza no auditório da Junta de Freguesia de S. Victor, dá sequência à pretensão da Braga + em recolher testemunhos e memórias bracarenses.

No “ciclo de memórias” cada conversa é informal tem o objetivo de uma troca de conhecimentos entre o público e os convidados, partilhando-se as memórias que se querem vivas sobre as vivências da nossa cidade.

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