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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

MEMÓRIAS DE BRAGA: Senhor Arcipreste

 


O cónego João Manuel de Barros, mais conhecido como o “Senhor Arcipreste”, que foi pároco de São José de São Lázaro entre 1943 e 1980, vai ser evocado numa sessão pública agendada para o dia 12 de setembro, pelas 21h15, na Igreja de São Lázaro.

Numa iniciativa conjunta da Paróquia de São Lázaro, juntamente com a associação Braga Mais, em parceria com a União de Freguesias de São Lázaro e São João do Souto, será recordado o pároco mais marcante da história desta paróquia bracarense, ainda hoje despertando muitas memórias e saudades daqueles que com ele conviveram.

Natural da freguesia de Barreiros, em Amares, onde nasceu a 2 de setembro de 1902, haveria de frequentar os seminários de Braga, tendo sido ordenado a 27 de abril de 1927 pelo arcebispo D. Manuel Vieira de Matos. Após alguns anos como pároco em Paredes de Coura, haveria de ser designado para a paróquia de São José de São Lázaro, onde permaneceria ao longo de 37 anos, marcando sucessivas gerações de paroquianos com a sua personalidade afável e próxima, destacando-se por uma singular atenção às pessoas com mais dificuldades.

Acumulando mais tarde a missão de Arcipreste de Braga, o cónego João Manuel de Barros haveria de destacar-se particularmente no processo de construção da nova Igreja Paroquial. Após a Câmara Municipal ter deliberado a sua demolição, por se encontrar desalinhada com o traçado da avenida da Liberdade, seriam avaliadas algumas soluções, reconstrução total ou parcial ou edificação de um novo templo, que seria a solução escolhida. Todo o processo de edificação do novo templo e complexo paroquial, com todos os procedimentos que implicou, nomeadamente projetos, peditórios e dificuldades inesperadas, seria por si conduzido, tendo tido a felicidade de concelebrar, ao lado do arcebispo D. Eurico Dias Nogueira, a sua bênção a 25 de dezembro de 1978.

O mais amado pároco de São Lázaro haveria de falecer a 27 de maio de 1980, após alguns meses de ausência por doença, tendo sido sepultado no cemitério de Barreiros, sua terra natal.

Como vem sendo habitual, acompanhando esta sessão estará exposta uma pequena mostra de documentos e fotografias. Esta exposição estará patente no átrio principal da Igreja de São Lázaro entre 5 e 30 de setembro. A organização solicita a quem possua fotos, documentos ou objetos que evoquem o Senhor Arcipreste, que os ceda temporariamente para enriquecer esta mostra.

Recorde-se que o ciclo Memórias de Braga realiza-se, com constância trimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidados, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

domingo, 22 de junho de 2025

MEMÓRIAS DE BRAGA: Comendador António Augusto Nogueira da Silva

 


Braga Mais, em parceria com a União de Freguesias de São Lázaro e São João do Soutopromove na próxima sexta-feira, dia 27 de junho, pelas 21h15, na Basílica dos Congregados, mais uma sessão do ciclo Memórias de Braga, que se vai debruçar sobre o Comendador António Augusto Nogueira da Silva, o grande benemérito de Braga, e insigne juiz presidente da Irmandade de Nossa Senhora das Dores.

Esta tertúlia, inserida no ciclo Memórias de Braga, terá como convidados o Arcebispo Emérito, D. Jorge Ortiga, que foi Reitor da Basílica dos Congregados entre 1974 e 1988; Fernando Mendes, ex-funcionário da Casa da Sorte; e Alexandra Lopes, sobrinha-neta de Nogueira da Silva.

Esta sessão, que conta com a colaboração da Basílica dos Congregados, decorrerá no auditório da basílica, cujo acesso é efetuado através da porta contígua ao templo.

Nascido na cidade do Porto em 29 de janeiro de 1901, mais propriamente na freguesia de Paranhos, Nogueira da Silva migraria para a cidade de Braga com poucos meses de vida, onde se fixaria juntamente com os seus pais. 

Dedicando-se à filantropia, devotou-se a diversas instituições da cidade, como a Associação Comercial de Braga, Comissão de Festas de São João, as Conferências de São Vicente de Paulo, a Confraria do Sameiro, o Colégio dos Órfãos de São Caetano, o Lar Conde de Agrolongo, a Misericórdia de Braga, a Irmandade de Santa Cruz e as Oficinas de São José, tendo até integrado os órgãos sociais de algumas delas, nomeadamente da Irmandade de Nossa Senhora das Dores dos Congregados, da qual foi Juiz-Presidente durante 19 anos.

Esteve igualmente associado à fundação da Universidade Católica Portuguesa, tendo ainda contribuído para a construção do aeródromo de Palmeira. A si está também associado o Sporting Clube de Braga, que em diversas ocasiões salvou de anunciadas insolvências. 

Entre muitos outros gestos de benemerência devotado à comunidade bracarense, uma das suas iniciativas de maior significado foi o Bairro que seria batizado com o seu nome, construído na encosta do Monte Picoto, e destinado a famílias de fracos recursos económicos.

Como vem sendo habitual, durante a sessão estará exposta uma pequena mostra de documentos e fotografias recolhidos por Fernando Mendes, que complementam a informação que será abordada nesta sessão.

Recorde-se que o ciclo Memórias de Braga realiza-se, com constância trimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidados, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

terça-feira, 14 de maio de 2024

MEMÓRIAS DE BRAGA: Oficina de São José

 

    A Braga Mais, em parceria com a União de Freguesias de São Lázaro e São João do Souto, promove no próximo dia 14 de junho, pelas 21h15, mais uma sessão do ciclo Memórias de Braga, que se vai debruçar sobre a Oficina de São José, uma das mais reputadas instituições sociais bracarenses.

Esta sessão evocativa, que se realiza nas instalações da Oficina de São José, sitas na rua do Raio, tendo como convidados Maria Ivone da Paz Soareshistoriadora e coordenadora do livro "Da memória ao presente: a história da Oficina de S. José de Braga" , e também do diretor técnico da instituição, Serafim Gonçalves.

A Oficina de São José foi criada em 1889, por iniciativa do Arcebispo D. António José de Freitas Honorato, com a pretensão de acolher rapazes provenientes de situações familiares ou sociais de risco e oferecer-lhes um futuro. Inicialmente instalada no Campo Novo, a Oficina de São José passaria depois pelo edifício da rua de São João onde atualmente se encontra a Casa das Zitas. As atuais instalações, localizadas na rua do Raio, foram inauguradas em 1951.

Detendo uma singular intervenção na comunidade bracarense, a Oficina de São José manteve, durante quase meio século uma banda filarmónica, além de oficinas gráficas, que ainda se mantêm em atividade, conjuntamente com as congéneres do Diário do Minho.

Como vem sendo habitual, durante a sessão estará exposta uma pequena mostra de documentos e fotografias recolhidos por Fernando Mendes, que complementam a informação que será abordada nesta sessão.

Recorde-se que o ciclo Memórias de Braga realiza-se, com constância trimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidados, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

 

terça-feira, 28 de novembro de 2023

MEMÓRIAS DE BRAGA: antigo Cinema São Geraldo

 


Associação Braga Mais promove no próximo dia 7 de dezembro, pelas 21h15, mais uma sessão do ciclo Memórias de Braga, que se vai debruçar sobre o antigo Cinema São Geraldo, emblemática sala de espetáculos bracarense, que funcionou entre 1950 e 1990.

Esta sessão evocativa, que se realiza no Museu do Traje Dr. Gonçalo Sampaio, terá como convidados Luís Tarroso Gomesum dos mentores do movimento cívico “São Geraldo Cultural”, e também do ator e encenador José Miguel Braga, contando com moderação de Rui Ferreira.

O velho cinema São Geraldo, que abriu as portas no dia 1 de junho de 1950 como a primeira sala exclusivamente destinada à sétima arte na cidade de Braga, nasceu no mesmo edifício do antigo Salão Recreativo Bracarense, fundado em 1924 nos terrenos do antigo Convento dos Remédios. Trata-se de uma iniciativa do padre Manuel Ribeiro Braga, sob projeto de Bernardo José de Lima, que ficaria ao serviço dos operários católicos, onde decorriam conferências, recitais, exposições, sessões cinematográficas, banquetes, bailes e festas.

Reconvertido numa sala de cinema, funcionaria com essa missão durante quatro décadas, entre 1950 e 1990, tendo voltado a funcionar temporariamente, enquanto decorriam as obras de reabilitação dos cinemas Avenida.

Salvo recentemente de um empreendimento imobiliário, que iria promover a sua destruição, graças à mobilização dos cidadãos bracarenses através da plataforma São Geraldo Cultural, o edifício tem previsto ser transformado num Centro de Media Arts pela Câmara Municipal de Braga.

Como vem sendo habitual, durante a sessão estará exposta uma pequena mostra de documentos e fotografias recolhidos por Fernando Mendes, que complementam a informação que será abordada nesta sessão.

Recorde-se que o ciclo Memórias de Braga realiza-se, com constância trimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidados, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

 

segunda-feira, 10 de julho de 2023

MEMÓRIAS DE BRAGA: Rádios Piratas de Braga

Associação Braga + promove no próxima quinta-feira, dia 13 de julho, pelas 18h00, mais uma sessão do ciclo Memórias de Braga que se vai debruçar sobre as Rádios Piratas de Braga.

Esta sessão evocativa, que se realiza no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, terá como convidados a radialista Manuela Barros, Lima Duarte, industrial, e também do investigador bracarense Casimiro Pereira.

As primeiras experiências de radiodifusão foram realizadas por Marconi em 1894, remontando a 1923 a sua introdução em Portugal, com a Sociedade Portuguesa de Amadores de Telefonia sem Fio.

O historial das rádios na cidade de Braga é vasto, nomeadamente após a liberalização das emissões a partir de 1974. Além dos rádios piratas, nos anais bracarenses contam-se a Rádio Baixo (1985), a Rádio 2000 (1985), Rádio Braga (1985), a Rádio Tadim (1986), a Rádio Planeta, Rádio São Mamede (1986), a Rádio Universitária (1989), a Rádio Clube do Minho (1986) e a Rádio Televisão do Minho (1987). Funcionando inicialmente com um locutor amador, dois pratos, uma pequena mesa de mistura, gravador/leitor de cassetes, telefone, estas rádios foram a escola que criou muitos profissionais que hoje estão nas grandes estações da rede nacional.

Recorde-se que o ciclo “Memórias de Braga” realiza-se, com constância bimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidados, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

Além desta iniciativa, em parceria com a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, decorre, entre 7 e 28 de julho, uma exposição bibliográfica sobre as Rádios Piratas, organizada por Fernando Mendes, dirigente da Braga +.

Recorde-se que o ciclo Memórias de Braga realiza-se, com constância bimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidados, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

sexta-feira, 21 de abril de 2023

MEMÓRIAS DE BRAGA: Livraria Cruz

Associação Braga + promove no próxima quinta-feira, dia 27 de abril, pelas 18h00, mais uma sessão do ciclo Memórias de Braga, que se vai debruçar sobre a Livraria Cruz, histórico estabelecimento bracarense, que existiu entre 1888 e 1996.

Esta sessão evocativa, que se realiza no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, terá como convidados Luísa Braga da Cruz, familiar do fundador e proprietários, e também do investigador bracarense Rui Ferreira.

A Livraria Cruz foi fundada em 1888 com o nome de Livraria Escolar – Cruz & Companhia pelo professor e pedagogo do ensino suplementar José António da Cruz, nascido a 27 de abril de 1859 na Freguesia e Couto de Vimieiro, tendo casado a 13 de abril de 1885 com Emília Rosa Braga da Cruz, na Igreja de Maximinos. José António da Cruz, constituiu sociedade com o seu amigo João Correia Forte a 19 de abril de 1888, na Rua Nova de Sousa. Dedicou-se à Livraria e ao comércio de livros destinados ao ensino primário, porque havia uma grande falta dos mesmos no ensino Primário Geral. Na época, porém, eram adotadas apenas as Cartilhas do ABC e a do Abade de Salamonde.

Com as suas relações pessoais, consegue entrar em contacto com o meio cultural de Coimbra, de que se destacam os nomes dos Professores Doutores Francisco José de Sousa Gomes, Gonçalves Guimarães, Souto Rodrigues, Bernardo Aires, Anselmo Ferraz de Guimarães, Eusébio Tamagnini, Diogo Pacheco de Amorim, entre muitos outros.

A Livraria Cruz orgulha-se das sua obras editoriais e de grande singularidade no nosso país, tendo algumas constituído verdadeiros êxitos muitas gerações de estudantes, associadas a grandes escritores portugueses do século XVIII- XX, tais como Contos Lendas e Narrativas, Frei Luis de Sousa, Auto da Alma de Pe. António Vieira, Júlio de Moraes, Saavedra Machado. A. Correia de Oliveira, Dr. José Vicente Gonçalves, António Palma Fernandes e outros.

Em 1996, a Livraria Cruz acabaria por encerrar, sendo o estabelecimento ocupado pelo grupo Bertrand até encerrar definitivamente em 2004.

Além desta iniciativa, em parceria com a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, decorre, entre 15 de abril e 3 de maio, uma exposição bibliográfica sobre a Livraria Cruz, organizada por Fernando Mendes, dirigente da Braga +.

Recorde-se que o ciclo Memórias de Braga realiza-se, com constância bimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidados, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

MEMÓRIAS DE BRAGA: Júlio d'Amorim Lima

 

Associação Braga + promove no próxima quarta-feira, dia 9 de novembro, pelas 21h00, mais uma sessão do ciclo Memórias de Braga, que se vai debruçar sobre o benemérito bracarense Júlio d’Amorim Lima.

Esta sessão evocativa, que se realiza no auditório da Escola Secundária Sá de Miranda, terá como convidados os investigadores bracarenses Domingos AlvesRui Ferreira, contando com a participação e colaboração do grupo informal dos Amigos do Palacete Júlio de Lima.

Todas as comunidades exibem os seus beneméritos, personalidades de singulares méritos, que deixaram a sua ação gravada na posteridade. Também a cidade de Braga patenteia um significativo rol de ínclitas personalidades, cujo nome jamais poderá cair no ingrato oblívio do tempo. Um desses nomes é inevitavelmente o de Júlio d’Amorim Lima.

Reconhecido, no seu tempo, como benemérito, “na aceção mais grandiosa do termo”, seria considerado pelos bracarenses como “benemérito dos pobres”, a quem socorria largamente e, particularmente, como “benemérito de Braga”, tendo-se associado aos grandes projetos que a cidade emanava e também a muitas das suas instituições.

Sensivelmente a meio da rua de S. Vicente vemos surgir uma imponente rua, batizada com o nome do seu mentor: Júlio d’Amorim Lima. Após construir a sua residência nos alvores do século XX, atualmente em estado de degradação, o abastado industrial projetou abrir a uma rua defronte da sua casa. 

Tanto o seu palacete, como a nova artéria foram desenhados integralmente pelo arquiteto Moura Coutinho. Os edifícios do lado poente, mais adornados e imponentes, datam dos primeiros anos da década de 1920. Por sua vez, as edificações do lado oposto foram construídas na década seguinte, tendo sido malogradamente destruídos em 2020.

Recorde-se que o ciclo Memórias de Braga realiza-se, com constância bimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidados, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

MEMÓRIAS DE BRAGA: Rádios Piratas de Braga

 


A Associação Braga + promove no próximo dia 23 de setembro, pelas 21h30, mais uma sessão do ciclo Memórias de Braga, que se vai debruçar sobre as Rádios Piratas de Braga.

Esta sessão evocativa, que se realiza na Junta de Freguesia de São Victor, terá como convidados Secundino Cunha, Paulo SousaTony R. A moderação estará a cargo de Rui Ferreira.

As primeiras experiências de radiodifusão foram realizadas por Marconi em 1894, remontando a 1923 a sua introdução em Portugal, com a Sociedade Portuguesa de Amadores de Telefonia sem Fio.

O historial das rádios na cidade de Braga é vasto, nomeadamente após a liberalização das emissões a partir de 1974. Além dos rádios piratas, nos anais bracarenses contam-se a Rádio Baixo (1985), a Rádio 2000 (1985), Rádio Braga (1985), a Rádio Tadim (1986), a Rádio Planeta, Rádio São Mamede (1986), a Rádio Universitária (1989), a Rádio Clube do Minho (1986) e a Rádio Televisão do Minho (1987). Funcionando inicialmente com um locutor amador, dois pratos, uma pequena mesa de mistura, gravador/leitor de cassetes, telefone, estas rádios foram a escola que criou muitos profissionais que hoje estão nas grandes estações da rede nacional.

Recorde-se que o ciclo “Memórias de Braga” realiza-se, com constância bimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidados, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

terça-feira, 1 de março de 2022

MEMÓRIAS DE BRAGA: Adelina Caravana

 

Braga + promove no próximo sábado, dia 5 de março, pelas 21h00, mais uma sessão do ciclo Memórias de Braga, que se vai debruçar sobre a vida e legado de Maria Adelina Caravana, a fundadora do Conservatório de Música de Braga.

O Conservatório de Música de Braga foi criado por sua iniciativa no dia 7 de novembro de 1961, contando uma década depois, com instalações patrocinadas pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Esta sessão evocativa, que se realiza no Salão Nobre do Edifício dos Congregados, terá como convidados Carlos Alberto Pereira, ex-diretor do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, e Nuno Rigaud de Sousa, filho da homenageada.

A sessão conta também com uma intervenção de Miguel Simões, investigador da Escola de Música da Universidade do Minho, subordinada ao tema "Criar uma escola de música em Braga: um desejo concretizado de Maria Adelina Caravana". A moderação estará a cargo de Rui Ferreira.

Esta iniciativa contará com um momento musical, no qual vai ser interpretada a “Suite nº2 per pianoforte Solo Post- Mortem” da autoria de João-Heitor Rigaud (1956-2022), tocada ao piano por Pedro Teixeira.

Esta obra foi estreada pelo pianista Luís Pipa num concerto de homenagem realizado no I Encontro de História do Ensino da Música em Portugal, em 1999, na Universidade do Minho. A Suite nº 2 foi composta em Genebra, em 1981, quando o compositor concluía o primeiro ano de frequência do curso de composição do Conservatório Superior de Música desta cidade suíça, sendo exemplo da evolução técnica e aprofundamento estilístico resultante da formação académica em composição que terminaria dois anos mais tarde com distinção e louvor.

Como vem sendo habitual, durante a sessão estará exposta uma pequena mostra de documentos e fotografias recolhidos por Fernando Mendes, que complementam a informação que será abordada nesta sessão.

Esta iniciativa realizou-se com a colaboração da Professora Elisa Lessa e conta com o apoio da Universidade do Minho.

Recorde-se que o ciclo “Memórias de Braga” realiza-se, com constância bimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidado, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

 

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

CENTENÁRIO DE VICTOR DE SÁ: Apresentação do livro "À ponta do Lápis"


Joaquim Victor Baptista Gomes de Sá foi um dos mais ilustres bracarenses do século XX. Livreiro, escritor, historiador, professor nas Universidades do Porto e do Minho, e até diretor do Correio do Minho, foi muito mais do que isso. Inquieto promotor da liberdade, num tempo em que era especialmente limitada, foi um arauto do livre pensamento e da dignidade humana. No passado dia 14 de outubro assinalou-se o centenário do seu nascimento. 

Associando-se a esta efeméride, a Braga Mais irá promover a apresentação de um livro que reúne uma seleção de textos de Victor de Sá, compilados criteriosamente por Fernando Mendes, seu antigo funcionário e dinâmico dirigente da nossa associação. 

A apresentação pública do livro “À Ponta do Lápis – Escritos Juvenis” vai decorrer na próxima sexta-feira, 29 de outubro, pelas 21h00 no Salão Nobre dos Congregados, Escola de Música da Universidade do Minho. 

A sessão de apresentação, que estará a cargo de Fernando Mendes, responsável pela publicação, conta com a participação de Victor Louro de Sá, filho do homenageado, e de Viriato Capela, professor catedrático da Universidade do Minho. A sessão contará com um momento musical pelo guitarrista Luís Coentrão.

A publicação, editada pela Braga Mais, conta com o apoio da Universidade do Minho e do Município de Braga.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

MEMÓRIAS DE BRAGA: Livrarias bracarenses


Braga + promove no próximo dia 30 de janeiro, pelas 21h30, mais uma tertúlia inserida no ciclo Memórias de Braga, que vai ter como temática principal as Livrarias Bracarenses, aquelas que ainda hoje exercem a sua atividade, mas particularmente as que já desapareceram e deixaram uma memória significativa na comunidade bracarense.

Esta iniciativa, que se realiza no auditório da Junta de Freguesia de São Victor, terá como convidados Augusto Ferreira (Livraria Cruz e Livraria Minho), Fernando Santos (Livraria Cruz), Manuel Bonjardim (Livraria Pax e Livraria Bracara) e Fernando Mendes (Livraria Nova Cultura). A moderação estará a cargo de Rui Ferreira.

Como vem sendo habitual, durante a sessão estará exposta uma pequena mostra de documentos e fotografias recolhidos por Fernando Mendes, que complementam a informação que será abordada nesta sessão.

Ao longo do último século e meio, Braga foi muito pródiga em livrarias que, por motivos diversos, deixaram de existir. Memoramos as desaparecidas Livraria Cruz, Livraria Gualdino Correia, Livraria Pax, Livraria Casa do Globo, Livraria Victor, Livraria Augusto Costa, Livraria Central, Livraria Académica, Livraria Nova Cultura, Livraria Palha, Livraria Íris ou a Livraria Sameiro, deixando fora deste rol aquelas que continuam a cumprir, hoje, a sua missão. Muitas destas livrarias, além de fomentarem o gosto pela leitura e permitirem o acesso aos livros que se iam publicando, deram um contributo incalculável como editoras.

Recorde-se que o ciclo “Memórias de Braga” realiza-se, com constância bimestral. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidado, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

+ CIDADANIA: Memórias de Braga: Livrarias

Correio do Minho, 14 de Janeiro de 2020

A escrita constituiu-se uma revolução para a humanidade. Terá tido a sua origem no Próximo Oriente há cerca de cinco mil anos. Barro, madeira, marfim ou pedra foram os primeiros materiais utilizados para gravar símbolos. Surgiria, entretanto, pelos Egípcios, a escrita hieroglífica, constituída por imagens desenhadas. Mais tarde surgiria o papiro, utilizado como base para a escrita.
Mil anos depois, na China inventou-se a escrita pictográfica. Coube, porém, aos fenícios inventar o alfabeto na primeira metade do segundo milénio a.C., limitado a 22 sinais, consonânticos com uma grafia. Os gregos adotariam esse alfabeto, introduzindo-lhe melhorias.
A invenção da imprensa por Gutenberg levou a uma célere evolução da escrita, despontando na Renascença uma escrita mais fluída e amplificadora de sentidos. O primeiro editado foi a Bíblia, em latim, por ele publicado em 1455, com 642 páginas. A sua execução demorou cerca de cinco anos. Foi esta facilidade de imprimir conteúdos escritos que permitiu que o livro se tornasse um objeto acessível a um número crescente de pessoas e se generalizasse no quotidiano das sociedades.
Do século XVII, especificamente usada na imprensa, foi evoluindo para soluções muito personificadas até ao século XVIII. Uma via de uniformização veio a ser prosseguida com o desenvolvimento da imprensa jornalística moderna, com o perfil que hoje conhecemos e é bastante diferente dos seus primeiros tempos.
Em Portugal, o primeiro livro impresso, de que sobram registos, foi publicado no ano de 1495. Foi impresso por Samuel Gacon. Este impressor era de origem andaluza e terá fugido de Sevilha após o início da perseguição aos judeus promovida pelos Reis Católicos. Ou seja, um judeu que encontrou refúgio em Portugal e veio introduzir os seus conhecimentos no nosso país.
A partir do século XIX as técnicas de impressão registaram sucessivas evoluções, permitindo o incremento da publicação de livros, aumentando as tiragens e baixando consideravelmente os preços. O livro passou a ser de acesso, tendencialmente, universal, permitindo promover as ideias dos intelectuais e desenvolver a criatividade dos literatos. A abertura de livrarias generalizou-se. A Livraria Bertrand, no Chiado, em Lisboa, é a livraria comercial mais antiga de Portugal, tendo sido fundada em 1732 por Pedro Faure.
Em Braga, entre os séculos XVI a XVIII, terá existido uma espécie de livraria no espaço do Paço Arquiepiscopal. Esta serviria de suporte à atividade litúrgica e missionária dos sacerdotes da Arquidiocese. Sabemos que Gonçalo Basto foi nomeado livreiro do Arcebispo no ano de 1600. Recorde-se também o impressor Frutuoso Lourenço de Basto.
Ao longo do último século e meio, por exemplo, Braga foi muito pródiga em livrarias que, por motivos diversos, deixaram de existir. Memoramos as desaparecidas Livraria Cruz, Livraria Gualdino Correia, Livraria Pax, Livraria Casa do Globo, Livraria Victor, Livraria Augusto Costa. Livraria Central, Livraria Académica, Livraria Nova Cultura ou Livraria Sameiro, deixando fora deste rol aquelas que continuam a cumprir, hoje, a sua missão. Muitas destas livrarias, além de fomentarem o gosto pela leitura e permitirem o acesso aos livros que se iam publicando, deram um contributo incalculável como editoras.
 Nesse sentido, a Braga Mais organiza no próximo dia 30 de Janeiro, a partir das 21h30, no auditório da Junta de Freguesia de São Victor, mais uma sessão do ciclo “Memórias de Braga”, precisamente evocando as livrarias bracarenses, partindo da partilha de alguns dos seus protagonistas.

Fernando Mendes
Vice-Presidente da Braga Mais

+ CIDADANIA: Memórias de Braga: Santos da Cunha

Correio do Minho, 19 de Novembro de 2019


A Braga Mais organiza desde há seis anos um ciclo de sessões intitulado “Memórias de Braga”. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados que recordam personalidades, ofícios ou momentos relevantes do quotidiano bracarense. Luís Costa, Victor de Sá, Malas Ferreira, Viriato Nunes, Chapelaria, Nogueira da Silva, entalhadores, entre muitos outros, foram recordados nestas sessões. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidados, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.
Uma das primeiras sessões deste ciclo, realizada a 11 de novembro de 2013, foi dedicada a António Maria Santos da Cunha, tendo tido como convidado o seu ex-secretário pessoal, Henrique Pereira.
António Maria Santos da Cunha, nasceu na freguesia da Sé a 10 de Novembro de 1911, filho de Sebastião Santos da Cunha e de Libânia de Jesus Fernandes Cunha, tendo casado com Rosa Mendes Santos da Cunha.
Bairrista exacerbado, Santos da Cunha é reconhecido pelo seu fervor apaixonado a todas as causas da cidade de Braga. Comerciante de profissão, cedo se envolveu em inúmeras instituições da cidade, nomeadamente no Grémio do Comércio, Sindicato dos Caixeiros e Comissão de Festas de São João. Foi presidente da Câmara Municipal de Braga entre 1949 e 1961, período no qual foi lançado o plano de urbanização do sul da cidade e a Rodovia. Homem reconhecidamente ligado ao Estado Novo desempenhou ainda os cargos de deputado à Assembleia Nacional, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e Governador Civil de Braga.
Durante o ser percurso, foram incontáveis todas as suas participações em instituições e associações culturais, de entre outras: Real Academia Galega, Academia das Ciências Sociais e Políticas de São Paulo, Sociedade Martins Sarmento, Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, Associação Jurídica de Braga ou a Sociedade Histórica da Independência de Portugal.
Deu o seu grande contributo como provedor da Misericórdia na ampliação do Hospital de São Marcos e na construção do Centro de Recuperação e Ortopedia. No desporto é de salientar o seu forte empenhamento na construção do Estádio 28 de Maio e no apoio entusiástico ao Sporting Clube de Braga.
António Maria Santos da Cunha era conhecido como um homem de fibra, de coração e muita inteligência. Um dia recebeu em audiência dois irmãos que o “combatiam fortemente”. Tendo sido chamado à atenção de quem eles eram, respondeu: “Eu sei que dizem mal de mim, que são meus inimigos, mas … são dois bracarenses, e isso é que conta”.
Faleceu a 26 de Março de 1972, em plena Semana Santa, tendo despertado inúmeras manifestações de pesar. O seu préstito fúnebre foi acompanhado desde a Igreja do Hospital por várias dezenas de milhares de pessoas. Durante o cortejo fúnebre, quatro aviões do Aero-Clube de Braga sobrevoaram-no, lançando flores sobre a urna.
Os seus sobrinhos D. Maria Manuela Santos da Cunha Quintas e José Joaquim da Cunha Nicolau, ofereceram parte do seu espólio à Santa Cada da Misericórdia de Braga, perpetuando a sua memória e legado.

Fernando Mendes
Vice-Presidente da Braga Mais

sexta-feira, 19 de julho de 2019

MEMÓRIAS DE BRAGA: José Sarmento

José Sarmento, destacado músico bracarense falecido prematuramente em julho de 2000, vai ser o homenageado de mais uma sessão do ciclo "Memórias de Braga", que decorrerá no próximo dia 26 de Julho, sexta-feira, pelas 21h30.
Propositadamente, esta iniciativa realiza-se no Auditório batizado com o seu nome, localizado no Mercado Cultural do Carandá.
Para nos falar de José Sarmento teremos como convidados o António Sarmento e Joana Sarmento. A moderação estará a cargo de Rui Ferreira. Haverá ainda um momento musical por João Calheiros.
Esta iniciativa dá sequência à pretensão da Braga + em recolher testemunhos e memórias bracarenses. No ciclo "Memórias de Braga” cada conversa é informal e tem como objetivo a troca de conhecimentos entre o público e os convidados, partilhando-se as memórias que se querem vivas sobre as vivências da nossa cidade.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

MEMÓRIAS DE BRAGA: os Sombreireiros e as Fábricas de Chapéus

A Associação Braga+ promove na próxima sexta-feira dia 30 de Setembro, pelas 21h30, mais uma sessão de Memórias de Braga, desta vez para recordar o ofício dos Sombreireiros e as Fábricas de Chapéus em Braga . 
Com a propagação da moda do chapéu, que era utilizado frequentemente por homens, militares e sacerdotes, mas que também se foi popularizando no vestuário feminino, assistiu-se a uma procura que em Braga haveria de ascender também devido à presença significativa da Igreja, que acabaria por influenciar toda a sociedade bracarense de então. 
O desenvolvimento de muitos mesteirais, oficinas hereditárias que evoluíam na perícia de trabalhar a lã para a transformar nos denominados sombreeiros, haveria de transformar Braga num centro de produção significativo, escoando os seus chapéus para algumas regiões circundantes, entre as quais a Galiza. Calcula-se que a cidade, em particular a freguesia de S. Victor concentraria 370 profissionais de chapelaria, contabilizados nos finais do século XVIII. 
A decisiva concentração de oficinas manufatureiras de chapéus dava-se na então paróquia de São Victor, “entre as ruas Nova da Seara, rua da Régua, rua do Pulo e muito especialmente na hoje de São Domingos (antiga rua do Assento)”. Esta concentração evoluiu com o crescimento demográfico da cidade ao longo do século XIX, tendo evoluído até aos Peões, seguindo o traçado da actual rua Nova de Santa Cruz. O surgimento de grandes indústrias de chapelaria ao longo do século XIX vem confirmar esta tendência.

São convidadas para abordar esta temática Camila Machado e Ana Maria Machado, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Ponte de Lima, familiares do Sr. Machado Chapeleiro e atuais proprietárias da afamada Casa Machado da rua do Souto.

Esta iniciativa, que se realiza no auditório da Junta de Freguesia de S. Victor, dá sequência à pretensão da Braga + em recolher testemunhos e memórias bracarenses.

No “ciclo de memórias” cada conversa é informal tem o objetivo de uma troca de conhecimentos entre o público e os convidados, partilhando-se as memórias que se querem vivas sobre as vivências da nossa cidade.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

MEMÓRIAS DE BRAGA: 50 anos da conquista da Taça de Portugal

A história das cidades é feita de momentos marcantes, muitos derivados de acontecimentos fatídicos e outros de inusitada alegria. São estes momentos, uns e outros, aqueles que acabam por servir de motivo de unidade para as pessoas que habitam e partilham o mesmo espaço geográfico. Por isso mesmo, as conquistas da sua principal instituição desportiva acabam por ser momentos inolvidáveis de vivência coletiva, apenas superados pelas festividades cíclicas que congregam anualmente a população. Esta força comunitária dos fenómenos desportivos, que alguns preferem menosprezar, acaba por ser fundamental para fomentar os vetores identitários das comunidades.
Em Braga, foi fundada, provavelmente em 1914, uma instituição desportiva que a história acabou por afirmar como a mais importante da cidade. Transporta o emblema municipal e ergue bem alto o nome que nos serve de união: Braga! Esta instituição, designada de Sporting Clube de Braga, acabou por brindar os bracarenses com os mais significativos momentos de alegria e entusiasmo coletivo da nossa história recente. O maior dele, talvez, aconteceu no dia 22 de Maio de 1966, há precisamente 50 anos. Falamos da Taça de Portugal, segunda competição mais importante do futebol português, que o Sporting de Braga conquistou nesse dia, na primeira final almejada.
 
Tendo em vista recordar esta grata Memória de Braga, a Associação Braga+ promove na próxima terça-feira dia 17, pelas 21h30, no auditório da Associação de Futebol de Braga, mais uma sessão de Memórias de Braga. 
 
São convidados para abordar o dia 22 de Maio de 1966, Evandro Lopes, bracarólogo, e dois dos jogadores do Sporting de Braga que figuraram no onze que entrou em campo no Jamor, José Maria e Armando.
 
No “ciclo de memórias” cada conversa é informal tem o objetivo de uma troca de conhecimentos entre o público e os convidados, partilhando-se as memórias que se querem vivas sobre as vivências da nossa cidade.

domingo, 12 de abril de 2015

+ CULTURA: Memórias de Braga recorda Malas Ferreira

A Braga + realiza esta terça-feira, 14 de Abril, pelas 21h30, mais uma tertúlia inserida no ciclo Memórias de Braga, que terá como convidado José Silva Ferreira, para recordar uma das unidades industriais mais importantes do século XX em Braga, as Malas Ferreira.
Esta sessão decorrerá no Museu do Traje Dr. Gonçalo Sampaio, sito na rua do Raio.
 
Recorde-se que as empresas de produção de malas ter-se-ão instalado em Braga, segundo os documentos disponíveis, nos inícios de 1900, com a laboração de unidades de baixo preço revestidas por couro ou chapa, tendo conhecido um grande incremento com a instalação em 1926 da “Indústria Alemã”, que passou pouco tempo depois para filial da firma Manuel João de Faria, situada no Largo de São Francisco. As Malas Ferreira surgem em 1929 sob a orientação de Francisco José Ferreira, foi uma importante realização da indústria bracarense, tendo perdurado até 1997.

O ciclo "Memórias de Braga" pretende recolher testemunhos da memória da cidade de Braga a partir da partilha de figuras proeminentes da comunidade local, onde cada conversa se quer informal e o público pode participar no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

+ CULTURA: Memórias de Braga com Henrique Pereira



A Braga + promove esta segunda-feira, 11 de novembro, pelas 21h00, mais uma tertúlia inserida no ciclo Memórias de Braga, que vai ter como convidado Henrique Pereira, que foi secretário pessoal do mítico presidente da Câmara de Braga, António Maria Santos da Cunha.

Esta iniciativa, que se realiza no auditório da antiga videoteca municipal e atual sede do Grupo Folclórico Gonçalo Sampaio, pretende recolher testemunhos da memória da cidade de Braga a partir da partilha de figuras proeminentes da comunidade local.

O mote para esta conversa vai ser dado pela experiência do convidado enquanto colaborador mais próximo do edil falecido em 1972, com apenas 60 anos de idade.

Bairrista exacerbado, Santos da Cunha é reconhecido pelo seu fervor apaixonado a todas as causas da cidade de Braga. Comerciante de profissão, cedo se envolveu em inúmeras instituições da cidade, nomeadamente no Grémio do Comércio. Foi presidente da Câmara Municipal de Braga entre 1949 e 1961, período no qual foi lançado o plano de urbanização do sul da cidade e a Rodovia. Consta que os ministros fugiam quando Santos da Cunha se aproximava, pois já sabiam que iriam ter que escutar uma mão cheia de reivindicações.

Homem reconhecidamente ligado ao Estado Novo desempenhou ainda os cargos de deputado à Assembleia Nacional e Governador Civil de Braga.

O ciclo “Memórias de Braga” realiza-se, com constância mensal. Cada conversa, que se quer informal, anda à volta de um ou mais convidados. O objetivo é mesmo o de conversar, público e convidado, no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.