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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

+ PATRIMÓNIO: Visita Guiada ao antigo Convento da Conceição



A Braga + promove este sábado uma visita guiada ao antigo Convento da Conceição, atual Instituto Monsenhor Airosa, com o propósito de dar a conhecer a história daquela que foi uma das mais relevantes edificações conventuais da cidade de Braga.

A Braga + pretende com esta iniciativa alertar a sociedade civil para a importância da criação de um centro interpretativo naquele espaço, que se destaca do ponto de vista histórico, religioso, patrimonial, mas também no âmbito da história social e da arqueologia industrial.

A visita guiada decorre a partir das 10h00 deste sábado, 23 de novembro, não necessitando de qualquer inscrição prévia. O ponto de encontro será no Largo de Santiago.

O antigo convento de Nossa Senhora da Conceição, hoje Instituto Monsenhor Airosa (IMA), é uma das edificações religiosas mais importantes da cidade de Braga. Localizado na antiga rua dos Pelames, foi fundado em 1625 para albergar as religiosas conceicionistas. A igreja é o grande destaque da edificação conventual e data de 1728. Tem uma fachada lateral onde apenas se destaca a zona frontal do pórtico. O plano do templo saiu das mãos de Manuel Fernandes da Silva, e no seu interior encontra-se um belíssimo conjunto do período nacional do barroco, onde se destacam a rica decoração em talha dourada, do retábulo-mor e retábulos laterais, o púlpito e o órgão. Para além da igreja, a visita inclui passagens pelo coro alto, mirante, claustro e cerca, estando ainda prevista a observação da oficina de teares, um exemplar único do património industrial bracarense.

Esta iniciativa integrará também uma visita à exposição comemorativa dos 150 anos do Colégio da Regeneração, atualmente a decorrer.

domingo, 12 de abril de 2015

+ CULTURA: Memórias de Braga recorda Malas Ferreira

A Braga + realiza esta terça-feira, 14 de Abril, pelas 21h30, mais uma tertúlia inserida no ciclo Memórias de Braga, que terá como convidado José Silva Ferreira, para recordar uma das unidades industriais mais importantes do século XX em Braga, as Malas Ferreira.
Esta sessão decorrerá no Museu do Traje Dr. Gonçalo Sampaio, sito na rua do Raio.
 
Recorde-se que as empresas de produção de malas ter-se-ão instalado em Braga, segundo os documentos disponíveis, nos inícios de 1900, com a laboração de unidades de baixo preço revestidas por couro ou chapa, tendo conhecido um grande incremento com a instalação em 1926 da “Indústria Alemã”, que passou pouco tempo depois para filial da firma Manuel João de Faria, situada no Largo de São Francisco. As Malas Ferreira surgem em 1929 sob a orientação de Francisco José Ferreira, foi uma importante realização da indústria bracarense, tendo perdurado até 1997.

O ciclo "Memórias de Braga" pretende recolher testemunhos da memória da cidade de Braga a partir da partilha de figuras proeminentes da comunidade local, onde cada conversa se quer informal e o público pode participar no sentido de partilhar e construir memórias sobre a cidade.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

+ PATRIMÓNIO: percurso pela memória industrial de Braga


Braga não é, nem nunca foi, uma cidade industrial, mas teve também o seu processo de industrialização. Esse processo, longo e demorado, deixou marcas significativas na economia da cidade e na sua própria fisionomia urbana. É o caso da área nordeste da cidade, local de grande concentração populacional a partir do século XVIII, e centro manufactureiro dos tradicionais ‘sombreeiros’, os fabricantes de chapéus, cuja importância comercial se sobrepôs às restantes actividades deste sector.
O surgimento de grandes indústrias de chapelaria ao longo do século XIX vem confirmar esta tendência. Salientamos as três maiores fábricas ‘a vapor’ que conseguiram singrar no tecido económico da cidade: “Taxa”, fundada em 1851; “Social Bracarense” cuja actividade se iniciou em 1866; e finalmente “A Industrial”, fundada em 1921.

Na sequência de um crescimento urbanístico acentuado ao longo das últimas três décadas, Braga viu desaparecer grande parte das suas históricas indústrias, para dar lugar a novos edifícios residenciais, que silenciaram a memória do passado. Chegou até nós, como último reduto da modernização, a Saboaria e Perfumaria Confiança, fundada em 1894, cujo processo de reabilitação se encontra actualmente em curso.

Se poderá parecer exagerado falar da existência de uma cintura industrial em Braga, é bem verdade que a concentração das quatro grandes indústrias da cidade, ao longo das actuais ruas D. Pedro V (outrora das Golladas) e Nova de Santa Cruz, condicionaram a vida dos bracarenses nesta zona da cidade, e lhe conferiram uma identidade cujas raízes continuam por decifrar. Num espaço de pouco mais de 300 metros de comprimento, estendiam-se os principais centros produtores de chapéus e sabonetes do nosso país, totalizando na década de 20 cerca de meio milhar de funcionários, que habitariam nas redondezas das fábricas e influenciariam o ritmo social da maior freguesia da cidade.
Por isso mesmo, a JovemCoop e a Braga + vão promover no próximo sábado dia 13 de julho mais um percurso patrimonial, neste caso para abordar a memória industrial de Braga. O ponto de encontro é às 09h30 no largo de Infias (estacionamento Pingo Doce), seguindo o percurso pelas ruas de S. Domingos, D. Pedro V, Nova de Santa Cruz, terminando o percurso nos Galos, após uma caminhada junto às águas do rio Este.
 
No final deste percurso haverá lugar a um almoço convívio no restaurante Expositor. Quem pretender inscrever-se pode fazê-lo para o email  fernando.melo.mendes@gmail.com.