sábado, 11 de outubro de 2014
domingo, 5 de outubro de 2014
Debate Canil Municipal e Direitos dos Animais
Nesse sentido a Braga+ irá realizar um debate público sobre esta temática, no dia 9 de Outubro (Quinta-Feira) pelas 21h15 no Auditório da BLCS (Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva) e marcarão presença oradores convidados com intervenção nesta área, tais como, Rui Morais, administrador da Agere; Ermelinda Azevedo e Carla Meneses, respetivamente presidente e voluntária da ABRA (Associação Bracarense Amigos dos Animais); Maria do Céu Sampaio, presidente da LPDA (Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais) e ainda um representante da Câmara Municipal de Braga.
Noutra vertente e aproveitando a proximidade com o Dia Mundial do Animal que se comemorou no passado sábado, também se irá proceder a uma recolha de alimentos na data e local do debate. Quem for sensível à causa poderá, se quiser, colocar alimentos secos ou enlatados para animais num local assinalado, que serão posteriormente entregues a uma associação que cuide de animais abandonados.
Venham debater este tema tão sensível e contribuam para a causa, por uma Braga + Cidadania!
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
No rescaldo da Semana Europeia da Mobilidade mas já inserido na "Braga Barroca" no âmbito das Jornadas Europeias do Património, aliamos a mobilidade sustentável à história, cultura e património realizando já no próximo Domingo, dia 28 de Setembro o II Ciclo Barroco.
O ponto de encontro será na Igreja de São Victor com saída às 9h30 e durante 3 horas iremos percorrer, com explicações, o património Barroco da cidade.
.
Com o apoio da GoByBike e KTM emprestaremos gratuitamente bicicletas a quem o indique no formulário de inscrição.
Inscrições grátis mas obrigatórias, aqui: goo.gl/egCTgj
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
II Gualtar Ciclável
Em 2014 realiza-se a 13ª edição da Semana Europeia da Mobilidade e a 15ª do Dia Europeu sem Carros, iniciativa esta que já faz parte do calendário de muitas cidades por toda a Europa. Em Portugal tem-se vindo a gerar um grande movimento de adesão, não só por parte do público, como através de um número crescente de parceiros que colaboram ativamente com as autarquias envolvidas.
Desejando que os cidadãos e as autoridades locais reflitam sobre como pode ser melhorada a qualidade de vida nas suas cidades através da requalificação do espaço público, condicionando o trânsito em ruas, privilegiando e favorecendo os modos suaves de transporte como a pedonalização e o uso da bicicleta e o transporte coletivo em detrimento do uso individual do carro, a coordenação europeia elegeu para tema da edição de 2014, “As nossas ruas, a nossa escolha”.
Sob este lema, a Braga+ realizará no dia 20 de Setembro (Sábado) o “II Gualtar Ciclável” e contará com o seguinte programa:
UNIVERSIDADE DO MINHO (Pavilhão Desportivo)
-17h30 Workshop de Nutrição
-18h15 Workshop de Suporte Básico de Vida
-19h00 Workshop PSP - "Pedalar em Segurança" (culminará numa aula prática com regras e dicas de segurança seguindo em caravana até junto da farmácia de Gualtar onde irá decorrer a 2ª parte do programa)
RUA IRMÃOS COSTA (Junto à Farmácia de Gualtar)
-19h45 Workshop de Manutenção de Bicicletas
-20h30 Convívio com Karaoke, Música ao Vivo e Bifanas
Esta iniciativa não requer inscrição e pretende sensibilizar os bracarenses, bem como a comunidade universitária para os benefícios e vantagens do uso deste meio de transporte.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Debate - Mobilidade: Que Futuro para Braga?
Braga como cidade jovem, empreendedora e inovadora deve procurar ser cada vez mais um elemento ativo do progresso da mobilidade sustentável em Portugal.
Apresentando a cidade e o país claramente um modelo de mobilidade urbana insustentável, poluente e caro, ao qual se adiciona a grave crise económica a nível europeu, e no momento em que se definem estratégias no âmbito dos novos quadros de apoio comunitário, debater a mobilidade urbana é uma questão fundamental para a sustentabilidade das cidades modernas.
Neste sentido, a Braga+ promoverá um debate público sobre a Mobilidade em geral e na cidade de Braga em particular. Esta iniciativa que se realizará no próximo dia 18 de Setembro (Quinta-Feira), pelas 21h15, no auditório da Junta de Freguesia de S. Victor - Braga contará com seguintes oradores convidados:
-Baptista da Costa, administrador dos TUB - Transportes Urbanos de Braga e especialista em Mobilidade;
-Mário Alves, Eng. Civil especialista em Mobilidade e Transportes;
-Vítor Ribeiro, Geógrafo e professor no ICS da Universidade do Minho;
-Rui Dias, administrador da GET BUS.
Este debate é aberto ao público e contamos com a participação de todos por uma Braga com + cidadania e + sustentável.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
+ CULTURA: Os 267 anos da freguesia de S. Lázaro
Em
meados do século XVIII a cidade de Braga estava em forte expansão na
zona nascente devido aos atractivos provocados pela instalação de
inúmeras oficinas que conduziram a um crescimento populacional
significativo. A paróquia de S.Victor era muito extensa e contava com
uma população elevada, difícil de ser servida por um só pároco, o que
levou o Arcebispo vigente, D. José de Bragança, em 5 de Setembro de 1747 a
retalhar aquele extenso território em duas paróquias: a de S.Victor
localizava-se na zona este, e a de S.José de S.Lázaro cujo território
abarcava a zona que vai desde a Igreja de S.Vicente até ao Monte Picoto,
contendo artérias importantes da época como as ruas das Águas
(percursora da Avenida da Liberdade), dos Chãos de cima (actual Rua de
S.Vicente), dos Chãos de baixo (actual Rua dos Chãos), o Campo de
Santana (actual Avenida Central), e a Praça do Gavião ou Campo Novo.
Apesar da Igreja de S.Vicente ter maiores dimensões e ser sede de uma
das mais importantes confrarias da cidade, foi escolhido o reduzido
templo erigido em honra de S.Lázaro como Igreja Paroquial (talvez por se
situar numa zona mais central do território da paróquia?...). O templo
em honra do santo protector dos leprosos, S.Lázaro, foi fundado no
século XVI sob os auspícios do Arcebispo D. Diogo de Sousa, e situava-se
junto de um pequeno hospital de leprosos, que ficava, fora das muralhas
da urbe, junto à estrada para Guimarães. D. José de Bragança quis
deixar o seu cunho pessoal na paróquia por si criada, dedicando a
paróquia a S.José (o seu nome) e respeitando a devoção já estabelecida a
S.Lázaro, por isso a nova paróquia denominou-se S.José de S.Lázaro. O
capricho de D. José de Bragança levou a que, todos os anos, no dia 19 de
Março, na Igreja de S.Lázaro se realize uma festa em honra de S.José,
que tem uma forte adesão popular.
O
progresso chegou à metade Norte da cidade de Braga no inicio do século
XX que fez desenvolver muito a zona envolvente à Igreja de S.Vicente, o
que levou à criação da paróquia de S.Vicente em 1926. A paróquia de
S.Lázaro cedia parte significativa do seu território à recém criada
paróquia, e não tardou muito à criação da freguesia de S.Vicente (1933) o
que vinha encurtar a freguesia de S.Lázaro. Porém a freguesia de
S.Lázaro só viria a conhecer um desenvolvimento demográfico
significativo no último quartel do século XX quando os campos de
cultivo, que ainda preenchiam a freguesia, deram lugar a novas
urbanizações que ocuparam praticamente toda a sua área tornando-a na
segunda maior freguesia, em termos populacionais, do concelho de Braga.
S.Lázaro,
apesar do seu território estar fora do limite das muralhas medievais,
contém um enorme património cultural que convém referir: a fonte do
Ídolo (época romana); basílica dos Congregados; igreja da Penha de
França; Palácio do Raio; as capelas de S.João da Ponte e de Santo
Adrião; a zona histórica dos Galos; Parque da Ponte; e já da nossa
época: as igrejas de S.Lázaro e de Santo Adrião; o Parque de Exposições;
Mercado do Carandá; e o Estádio 1.º de Maio.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
+ CULTURA: Sé Primaz faz 925 anos!
| @ Rui Ferreira, 2012 |
No dia 28 de agosto do distante ano de 1089, ainda antes do Conde D. Henrique ter tomado D.ª Teresa como sua esposa, e do filho de ambos, D. Afonso Henriques, ter fortalecido as suas aspirações independentistas no campo de S. Mamede, o altar-mor da Sé de Braga foi solenemente sagrado. Nesse dia, de grata memória, estiveram presentes o Arcebispo de Toledo, D. Bernardo, que presidiu à cerimónia, os Bispos D. Pedro, de Braga, D. Gonçalo, de Lugo, D. Indigo, de Tui, e D. Pedro, de Orense.
O ano de 1071 é essencial para se entender a história da cidade de Braga. A partir da conquista de Coimbra por intermédio de D. Fernando Magno, em 1064, foi devolvida a estabilidade a Braga e ao território envolvente e viabilizada a restauração da antiga capital da Galécia e do reino suevo. Foi o Rei Sancho II da Galiza que patrocinou a restauração dos direitos administrativos eclesiais, designando D. Pedro como Bispo de Braga, em abril de 1071. A construção de uma catedral imponente, substituindo uma anterior basílica de menores dimensões, era fundamental para a afirmação da diocese restaurada. Assim, D. Pedro iniciou o processo de reorganização do território e demarcação da sua sede episcopal. É um facto, atestado pela arqueologia, que o local onde assenta a catedral bracarense foi outrora espaço sagrado para romanos e para cristãos. Investigações recentes confirmaram a existência de uma basílica paleocristã no subsolo da Sé Primaz, atestando a sua origem anterior aos nove séculos que hoje lhe atribuímos. O facto de este edifício ter assentado sensivelmente no local onde hoje está a capela-mor da Sé, poderá confirmar que o culto e a ocupação humana terá sobrevivido até ao século XI, altura em que o Bispo D. Pedro (1071-1093) retomou a história eclesiástica de Braga, após um período em que esteve associada à diocese galega de Lugo (os Bispos de Lugo acumulavam a prelazia de Braga), devido à instabilidade política e social desta região.
Por isso mesmo, o que hoje observamos é resultado de muitos séculos de alterações e acréscimos, que serviram para enriquecer a valia artística do edifício. A própria fachada da Sé é exemplo disso mesmo. De românico já só restam duas arquivoltas do pórtico primitivo (onde se observa o romance da raposa) e, no lado sul, uma interessante coleção de modilhões (a cachorrada) e a porta do sol, que encontrou o seu lugar, após duas mudanças de sítio. A galilé é obra de D. Jorge da Costa (1486-1501), completada pelo inevitável D. Diogo de Sousa (1505-1532), que também mandou alargar a porta principal. O resto da fachada foi alterada pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles, em 1723. No interior atestamos esta mesma dimensão plurissecular, pese embora as alterações questionáveis que a Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais levou a cabo na década de 30 do século XX, e que alteraram sobremaneira a Sacrossanta Basílica Primacial Bracarense. O órgão de tubos destaca-se nitidamente entre as obras de arte do interior. Executado a mando do Cabido, numa altura em que não havia Arcebispo nomeado, o conjunto dos dois órgãos é um dos mais importantes do género em toda a Península Ibérica. A talha foi soberbamente executada pelo bracarense Marceliano de Araújo em 1737. Nas naves ressalta ainda o conjunto de esculturas barrocas, retratando os apóstolos e doutores da Igreja; a pia batismal manuelina, o túmulo flamengo do primogénito do Rei D. João I; e os altares colaterais em estilo neoclássico. A capela-mor é obra esplendorosa dos artistas biscainhos (1509). A abóbada de nervuras é atribuída a João de Castilho, um dos grandes mestres da arte renascentista em Portugal, e a rendilhada cabeceira catedralícia, que se observa no exterior, e onde se destaca o nicho com a imagem de Nossa Senhora do Leite, é também obra desse tempo. Sobram as capelas tumulares, onde se destaca a capela da Glória, com o túmulo gótico de D. Gonçalo Pereira, e a capela dos Reis, onde repousam os pais de D. Afonso Henriques, a Condessa D.ª Teresa e o Conde D. Henrique, protagonistas da causa da independência portuguesa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.png)


