Na sequência da decisão da Câmara Municipal de Braga de partir para uma expropriação de carácter “urgente”
dos prédios contíguos ao recolhimento das Convertidas, tendo como
justificação uma ideia assumida num debate público promovido pela
JovemCoop e Braga + no passado dia 27 de novembro de 2012, cabe-nos
fazer alguns esclarecimentos públicos a respeito da matéria acima
exposta.
1. As duas associações demarcam-se totalmente da decisão
votada no passado dia 9 de maio de 2013, em sede de reunião de
executivo, e esclarecem que não foram contactadas a respeito desta
expropriação “urgente”, ou de um futuro projecto que estivesse a ser
planeado para uma futura Pousada da Juventude;
2. Efectivamente
confirmamos que a ideia de tornar o antigo recolhimento das Convertidas
na futura Pousada da Juventude de Braga foi comentada no debate público
promovido por ambas as associações, e recordamos que o mesmo debate
contou também com um compromisso tácito de entendimento entre o
executivo municipal, representado pelo vereador Hugo Pires, e a oposição
camarária, representada pelo vereador Ricardo Rio, não constando que
tal diálogo tivesse sucedido;
3. Continuaremos a pugnar para que a
sociedade civil bracarense exija dos responsáveis locais e nacionais a
devida atenção para com um monumento da valia do antigo recolhimento de
Santa Maria Madalena das Convertidas, exemplar barroco que está na posse
legítima do Estado e se encontra em elevado e preocupante estado de
degradação;
4. Porque o nosso interesse é a recuperação e
valorização deste monumento e não os imóveis que lhe são contíguos, não
entendemos a expropriação de carácter urgente, numa altura em que não se
conhece um projecto para o local, não há financiamento garantido em
sede do QREN, e nem sequer foi oficialmente cedido o edifício das
Convertidas à autarquia. Acreditamos que as verbas alocadas para a
expropriação seriam mais do que suficientes para recuperar as
Convertidas, independentemente da ocupação que venha a deter;
5.
Porque entendemos preocupante o facto, denunciado pela imprensa e por
alguns agentes políticos, de existirem eventuais ligações familiares
entre os agentes municipais e os detentores do direito de propriedade
dos imóveis, entendemos que este negócio não deve ser validado sem antes
ser devidamente esclarecido em sede judicial;
6. Até lá, as duas
associações refutam qualquer envolvimento nesta decisão e repudiam, de
forma veemente, a forma como a partir de ideias lançadas por cidadãos se
invertem prioridades. A nossa prioridade é claramente e só o
recolhimento das Convertidas!
A Direcção da Braga +
A Coordenação da JovemCoop