quinta-feira, 6 de junho de 2013

+ CIDADANIA: debate público "Salvando Bracara Augusta"

O processo de valorização do legado de Bracara Augusta vai dar o mote para o quinto debate público realizado pela associação Braga +. Esta iniciativa, realizada em conjunto com a JovemCoop Natureza e Cultura, vai decorrer no próximo dia 12 de Junho, a partir das 21h15, no auditório do Museu D. Diogo de Sousa.


Os intervenientes convidados para este debate são a investigadora e arqueóloga Manuela Martins, responsável máxima pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho; a vereadora Ilda Carneiro, na qualidade de responsável pelo pelouro a cultura da Câmara Municipal de Braga e mentora da iniciativa Braga Romana; Henrique Barreto Nunes, membro da ASPA e protagonista da preservação do legado romano de Braga; e Isabel Silva, diretora do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa.
 
À imagem do que aconteceu nos debates promovidos, a Braga + e a JovemCoop pretendem contribuir para a clarificação do processo de preservação e valorização, não apenas dos vestígios arqueólogicos e do trabalho exaustivo de catalogação e musealização, mas também da importância pedagógica deste legado e os projectos para o futuro.
 
Por + Cidadania e + Património!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

+ CIDADANIA: comunicado a respeito das expropriações dos imóveis contíguos às Convertidas

Na sequência da decisão da Câmara Municipal de Braga de partir para uma expropriação de carácter “urgente” dos prédios contíguos ao recolhimento das Convertidas, tendo como justificação uma ideia assumida num debate público promovido pela JovemCoop e Braga + no passado dia 27 de novembro de 2012, cabe-nos fazer alguns esclarecimentos públicos a respeito da matéria acima exposta.

1. As duas associações demarcam-se totalmente da decisão votada no passado dia 9 de maio de 2013, em sede de reunião de executivo, e esclarecem que não foram contactadas a respeito desta expropriação “urgente”, ou de um futuro projecto que estivesse a ser planeado para uma futura Pousada da Juventude;

2. Efectivamente confirmamos que a ideia de tornar o antigo recolhimento das Convertidas na futura Pousada da Juventude de Braga foi comentada no debate público promovido por ambas as associações, e recordamos que o mesmo debate contou também com um compromisso tácito de entendimento entre o executivo municipal, representado pelo vereador Hugo Pires, e a oposição camarária, representada pelo vereador Ricardo Rio, não constando que tal diálogo tivesse sucedido;

3. Continuaremos a pugnar para que a sociedade civil bracarense exija dos responsáveis locais e nacionais a devida atenção para com um monumento da valia do antigo recolhimento de Santa Maria Madalena das Convertidas, exemplar barroco que está na posse legítima do Estado e se encontra em elevado e preocupante estado de degradação;

4. Porque o nosso interesse é a recuperação e valorização deste monumento e não os imóveis que lhe são contíguos, não entendemos a expropriação de carácter urgente, numa altura em que não se conhece um projecto para o local, não há financiamento garantido em sede do QREN, e nem sequer foi oficialmente cedido o edifício das Convertidas à autarquia. Acreditamos que as verbas alocadas para a expropriação seriam mais do que suficientes para recuperar as Convertidas, independentemente da ocupação que venha a deter;

5. Porque entendemos preocupante o facto, denunciado pela imprensa e por alguns agentes políticos, de existirem eventuais ligações familiares entre os agentes municipais e os detentores do direito de propriedade dos imóveis, entendemos que este negócio não deve ser validado sem antes ser devidamente esclarecido em sede judicial;

6. Até lá, as duas associações refutam qualquer envolvimento nesta decisão e repudiam, de forma veemente, a forma como a partir de ideias lançadas por cidadãos se invertem prioridades. A nossa prioridade é claramente e só o recolhimento das Convertidas!

A Direcção da Braga +
A Coordenação da JovemCoop

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mobilidade Sustentável na Cidade de Braga


A Braga+ aceitou o convite lançado à sociedade bracarense e manifestou o seu apoio à “Proposta Para Uma Mobilidade Sustentável”.

A iniciativa foi lançada pelo Braga Ciclável, há cerca de um ano em conjunto com diversas instituições da cidade de Braga, e contempla um conjunto de sugestões para a promoção do uso da bicicleta na cidade e aponta para a necessidade de investir na criação de infraestruturas de apoio a esse meio de transporte.


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A bicicleta é um meio de transporte não poluente, silencioso, económico e acessível a praticamente todos os cidadãos. A sua utilização contribui para manter um estilo de vida saudável, ajudando a combater problemas como a obesidade e os problemas de saúde a ela associados. Além disso, a bicicleta é muitas vezes, e sobretudo na cidade, bem mais rápida que o automóvel. As suas vantagens no contexto da mobilidade urbana incluem também, e de forma não menos importante, um valioso contributo para a criação e manutenção de interações sociais, que se traduzem, em última análise, numa melhoria significativa da qualidade de vida para os cidadãos.
Em Braga, temos o privilégio de poder beneficiar de uma cidade com condições excecionalmente favoráveis à utilização da bicicleta como meio de transporte: durante a maior parte do ano, o clima é bastante ameno; o acesso aos principais pontos da cidade pode ser feito com pouquíssimos desníveis; existe já uma forte cultura da bicicleta, associada a atividades de lazer e à prática de desporto; e uma parte significativa das deslocações pendulares dos cidadãos são feitas em distâncias curtas. 
Movimento de cidadãos pela Mobilidade Sustentável na Cidade de Braga

Porque acreditamos que a mobilidade sustentável deve ser uma verdadeira política na estruturação de uma cidade, apoiamos esta iniciativa e louvamos os seus autores.

domingo, 21 de abril de 2013

+ PATRIMÓNIO: caminhada às Sete Fontes



Algumas dezenas de bracarenses partiram ontem à descoberta do complexo eco-monumental das Sete Fontes, na sequência do debate público promovido na passada quinta-feira.
Numa iniciativa promovida conjuntamente pela Braga + e pela JovemCoop, os participantes foram chamados a conhecer um pouco mais da história do mais recente monumento nacional da cidade de Braga e a apreciar o cenário natural e o manancial de água presente nesta estância bracarense. 
Uma das ideias veiculadas durante esta visita, foi a vontade dos bracarenses em fazerem das Sete Fontes «um legado para o futuro de Braga», através da transformação deste espaço «num grande parque urbano».
Um dos defensores desta ideia foi Ricardo Silva que, no arranque desta caminhada iniciada no largo da Senhora-a-Branca, recordou aos particpantes a importância de «uma cidadania ativa» nos processos de «salvaguarda e proteção do património».
«Se cada um de nós se unir em torno de uma causa, podemos alcançar grandes feitos, como é o caso das Sete Fontes», acrescentou o coordenador-geral da JovemCoop, sublinhando que este complexo, «mais do que um bem patrimonial», é um «bem ambiental».
Esta iniciativa, que decorreu durante a manhã de ontem, incluiu a visita ao interior das minas onde surge o manancial de água das Sete Fontes, sistema de abastecimento mandado reformular pelo arcebispo D. José de Bragança em meados do século XVIII.
Seguindo o percurso da via romana XVII, que ligava Bracara Augusta a Astorga, os caminhantes puderam ainda perceber um pouco da história de S. Victor junto ao Areal de baixo, local onde este mártir bracarense, do século III, terá nascido.
Para além da participação de alguns membros da Juventude Social-democrata de Braga, foi notada a presença de Hugo Pires, vereador responsável pelo pelouro do urbanismo.
Chamado a pronunciar-se no encerramento da caminhada, o vereador da Câmara Municipal de Braga reforçou a ideia veiculada no debate público promovido pela Braga + e JovemCoop, de que a variante à EN 103 não atravessará os terrenos onde assenta as Sete Fontes.
No arranque da caminhada, o presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, Firmino Marques, fez questão ainda de saudar as associações promotoras de mais esta iniciativa de sensibilização para com o património da freguesia.
Entretanto, no próximo dia 18 de maio, as duas associações voltam a unir-se num percurso pelo património romano de Bracara Augusta.

sábado, 20 de abril de 2013

+ CIDADANIA: o debate público "Dia Mundial das Sete Fontes"



A Câmara Municipal de Braga desistiu da construção de uma variante, na qual estava prevista a passagem sobre os terrenos onde assenta o complexo eco-monumental das Sete Fontes.
Esta ideia foi defendida pelo vereador responsável pelo pelouro do urbanismo, Hugo Pires, intervindo como convidado em mais um debate público promovido, na passada quinta-feira, pelas associações JovemCoop e Braga +, que tinha como tema o monumento que mais mobilizou os bracarenses no último século. 
«Posso garantir que a variante de acesso à Estrada Nacional 103 não vai passar pelas Sete Fontes», afirmou este responsável, completando que «se não houver alternativa» a este traçado, o projeto  poderá mesmo «ser abandonado».
Hugo Pires: «Se fosse hoje estaria mal permitir a construção nas Sete Fontes»
Salientando que a intenção da autarquia é «impermeabilizar o menos possível o solo das Sete Fontes», o vereador que assumiu, desde 2009, a pasta do urbanismo não conseguiu garantir que não haverá mais construções nos terrenos onde assenta as Sete Fontes.
«Estamos empenhados em reduzir ao máximo a capacidade construtiva», asseverou, perante as muitas questões que lhe foram endereçadas.
Num debate que lotou o auditório da Junta de Freguesia de S. Victor, Hugo Pires confessou ainda que a autarquia «esteve mal» ao permitir a urbanização naqueles terrenos, ocorrida aquando da revisão do Plano Director Municipal em 2001.
«Hoje, à luz do que sabemos hoje, penso que era desnecessário», admitiu, reconhecendo publicamente, pela primeira vez, o erro da autarquia na classificação dos terrenos das Sete Fontes como solo urbanizável.
Este responsável autárquico aproveitou ainda a oportunidade para anunciar a intenção da Câmara Municipal de Braga em adjudicar quatro grandes áreas verdes na zona urbana, nomeadamente criando um parque verde nas Sete Fontes e um outro, que está em estudo, «entre Lomar e Ferreiros».

Firmino Marques: «Não pode haver inocentes na questão das Sete Fontes»
Um dos nomes mais sonantes pela preservação das Sete Fontes, Firmino Marques, foi também interveniente na mesa de discussão de um debate moderado pelo coordenador-geral da JovemCoop, Ricardo Silva. 
Para o presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, o ano de 2001 «foi um momento chave para as Sete Fontes», salientando que foi «gravíssima a classificação dos terrenos das Sete Fontes como área urbanizável».
«Não pode haver inocentes na questão do desenvolvimento», atirou, deixando no ar uma crítica implícita à ação do executivo municipal.
O autarca recordou ainda que assumiu o policiamento do monumento, «sem ter essa competência», dada a «negligência» a que estava votado.
«Não sou um extremista das Sete Fontes, como alguns dizem. Sou um extremista de Braga e dos bons costumes», referiu ainda.
Firmino Marques defendeu também a necessidade de homenagear José Moreira, «um dos rostos pela defesa das Sete Fontes», que a Câmara Municipal de Braga tem rejeitado memorar.

Miguel Bandeira: «Trocava 10 Confianças pela reabilitação das Sete Fontes»
Convidado também para este debate, Miguel Bandeira, representante da ASPA, lamentou o facto das Sete Fontes «continuarem a aguardar proteção», estando sujeitas a «poluição», «vandalismo» e  «evidente degradação».
«Quem representa o interesse público deve tomar a dianteira na proteção e salvaguarda deste monumento», sublinhou, recordando que se trata de «um património que pertence a todos».
O geógrafo da Universidade do Minho fez questão de sublinhar, diversas vezes, os 18 anos passados desde o primeiro alerta dado em relação ao monumento.
«O grande problema é estarmos todos de acordo», referiu, mostrando a sua perplexidade pelo facto de as Sete Fontes estarem «cada vez pior» apesar desta unanimidade.
«Eu trocava 10 fábricas Confianças em troca da reabilitação das Sete Fontes», acrescentou.
No início do debate público, realizado no mesmo dia em que se assinalava o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, Miguel Bandeira foi agraciado com o título de sócio honorário da Braga +.

Isabel Caldeira: «As Sete Fontes não podem esperar por decisões políticas»
Na qualidade de representante do movimento cívico dos peticionários pela salvaguarda das Sete Fontes, Isabel Caldeira lamentou o facto do processo das Sete Fontes não se apresentar como «transparente» aos olhos dos cidadãos.
«Se fosse um processo transparente, não deveriam ser colocadas as questões num debate público, mas olho no olho com as entidades implicadas na proteção das Sete Fontes», referiu.
Contradizendo a ideia veiculada por Hugo Pires de que a autarquia sempre quis proteger o monumento, a representante dos peticionários, que em 2010 conseguiram reunir cerca de seis mil assinaturas pela salvaguarda do monumento, expôs um relatório no qual a Câmara Municipal de Braga admitia que «outros objetivos transcendem a importância do próprio monumento».
Para Isabel Caldeira, «as Sete Fontes não podem esperar por mais decisões políticas», sublinhando que os cidadãos já estão «fartos» de «incêndios», «abates de árvores», «poluição» e «ameaças à integridade do monumento».

Interveniente neste debate, na qualidade de participante, foi Carlos Almeida, candidato da CDU à Câmara Municipal de Braga, que recordou que «o parque verde das Sete Fontes já esteve orçamentado e nunca foi feito».
Reconhecendo que «há culpas da Administração Central» quanto ao atual estado de conservação das Sete Fontes, o deputado municipal aproveitou a sua intervenção para sublinhar que «entre 1995 e 2001 o governo era socialista e nada foi feito».
Já para a vereadora do ambiente, Ilda Carneiro, os serviços camarários «têm prestado todo o auxílio possível à limpeza e manutenção das Sete Fontes», reconhecendo que os proprietários dos terrenos já foram notificados acerca da necessidade de efetuar a limpeza periódica dos espaços.
Intervindo também como participante no debate, Ricardo Rio preferiu sublinhar a «incoerência» da autarquia quanto ao anúncio de novos espaços verdes na cidade, recordando os «largos hectares de relvados sintéticos» construídos no município, em detrimento da construção de parques.
«Se o atual executivo sempre quis proteger as Sete Fontes, como veio hoje dizer, então porque até agora tinha a pretensão de construir uma variante que iria colocar em risco o monumento?», questionou ainda o líder da oposição camarária e candidato às próximas eleições autárquicas.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

+ Cidadania: Debate Dia Mundial das Sete Fontes


A Braga + e a JovemCoop realizaram, ontem à noite, mais um debate público, desta feita sobre o futuro do complexo eco-monumental das Sete Fontes.

A grande novidade da noite foi o anúncio, pelo vereador Hugo Pires, de que a variante que iria ser construída de acesso à EN 103 já não vai atravessar os terrenos onde assenta este monumento nacional.

Entre outros aspectos abordados, as associações cívicas presentes, nomeadamente a ASPA e os Peticionários pelas Sete Fontes, manifestaram a preocupação para com a construção nos terrenos adjacentes e a demora na salvaguarda do monumento.

Inédita, foi a assunção do erro da autarquia em 2001, quando os terrenos passaram de agrícolas a urbanizáveis. Hugo Pires admitiu que, se fosse hoje as coisas teriam sido diferentes.

O problema é sabermos porque é que efectivamente se libertaram aqueles terrenos para construção...

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