domingo, 17 de fevereiro de 2013

+ PATRIMÓNIO: o palácio do Raio


O palácio do Raio é uma das obras-primas do arquitecto André Soares. Construído entre os anos de 1754-55, destinava-se a servir de habitação à família do rico comerciante João Duarte Faria. A porta e varandim principal são citadas como o melhor exemplar da arquitectura civil bracarense. Sofreu algumas alterações no decorrer do século XIX, quando estava na posse de Miguel José Raio, o homem que deixou o seu nome à casa. Contudo, a designação do palácio mais popular entre os bracarenses era "Casa do Mexicano", devido à estátua do que aparenta ser um turco, que se encontra em destaque na escadaria principal, e saiu também das mãos do mestre André Soares. Ontem, durante os Percursos Barrocos, tivemos o privilégio de admirar!

O palácio do Raio esteve, até há dois meses, na posse do Estado. Está em estado bastante degradado e a proprietária do edifício, a Santa Casa da Misericórdia de Braga espera ser apoiada financeiramente pelos responsáveis pela sua deterioração: o Estado. Este edifício, juntamente com o hospital velho de S. Marcos, mereciam uma recuperação para fins culturais, que devolvesse este espaço aos bracarenses e visitantes. E que tal um museu de Arte Sacra, que congregasse o melhor espólio de todos os templos da cidade?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A primeira obra de André Soares

© JovemCoop
O primeiro desenho conhecido de André Soares, o génio do rococó bracarense, é datado de 1747. Trata-se do frontispício do livro de Estatutos da Irmandade do Bom Jesus e Santana, outrora sediada na ermida que estava colocada ao centro da actual avenida Central. Esta irmandade, após a demolição da capela de Santana em 1769, foi transferida para a igreja de Santa Cruz, tendo-se fundido à irmandade aí sediada.
O desenho, esse, sobreviveu às mudanças e é o mais antigo testemunho de um nome ao qual Braga deve a sua magnificência e grandiosidade. Indubitavelmente um dos seus maiores filhos!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

CIDADANIA: acção de protesto contra mais parcómetros

Na sequência da petição que os bracarenses foram convidados a subscrever, vai realizar-se esta quarta-feira uma ação de protesto contra a introdução de parcómetros em novas artérias de Braga. Esta manifestação cívica decorrerá entre as 16h30 e as 18h30, na praça do Município.
Apesar de ser promovida por um dirigente de um partido político, trata-se de uma ação supra-partidária, que merece a adesão de todos os que discordam desta medida. Se é certo que já estava outra manifestação convocada para as 14h00 de sábado, penso que deveríamos unir esforços e não multiplicar acções. Esta tem a virtude de se realizar num dia em que as portas da Câmara Municipal estão abertas.
Como a Braga + tem como missão a cidadania, temos que subscrever esta acção de protesto, que se constitui como oportunidade para o diálogo entre cidadãos e classe política.
Em democracia há espaço para discordar, discutir e escutar. Quando quem ocupa cargos de serviço público não explica devidamente as decisões que toma aos cidadãos, todos temos o direito de nos manifestarmos civilizadamente.
Como está em causa uma medida que poderá afectar significativamente muitos bracarenses, a Braga + apela à participação nesta acção de protesto, da parte de todos os que discordem desta medida.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

+ PATRIMÓNIO: a muralha de Bracara Augusta

Uma das formas como os arqueólogos e investigadores da cidade romana de Bracara Augusta descobriram o traçado da muralha da urbe foi esta fotografia aérea de Braga nos anos 40.
Se a muralha medieval é muito fácil de perceber, dado que as ruas que nasceram coladas ao seu traçado ainda hoje lá estão, já a muralha do período romano encontrava-se mais dissimulada, até porque grande parte da sua área urbana estava ocupada por campos agrícolas.
Consegue descobrir o traçado?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Debate "Uma Questão de Confiança" - primeiras impressões

O debate "Uma Questão de Confiança" teve muita adesão e participação

Os oradores convidados - Vitor Sousa (CMB/PS); Luis Tarroso Gomes (Projecto BragaTempo); José Cordeiro (U.Minho); Ricardo Rio (PSD)

O diálogo fez-se com várias participações, sugerindo um novo debate para, desta vez, permitir falar sobre o futuro do imóvel

Foi numa sala mais que lotada que ontem se debateu o futuro da fábrica Confiança. Esse foi o mote lançado pela Associação Braga + para mais uma noite de conversa na cidade onde se preparava para pensar Braga. Este debate funcionou também como o primeiro frente a frente público entre Vitor de Sousa e Ricardo Rio, os dois candidatos, teoricamente mais fortes, na corrida ao município nas eleições autárquicas.
Para além das propostas e do pensamento em relação ao futuro da fábrica (ainda que escassas), a conversa foi marcada pela contextualização do imóvel e tentou-se debater todo o processo que envolveu a sua compra e expropriação. Ainda assim, Vitor de Sousa, na sua intervenção final, aproveitou para criticar toda uma postura assumida por Ricardo Rio no debate. “Respeitei, na íntegra, o papel que deveria ter neste debate. Não critiquei a oposição, não fiz apelos, quase declarados, a voto, não disse que ia ganhar eleições, isto num quadro de respeito absoluto por um debate que quer fazer cidade. O que prejudica esta discussão é aparecerem pessoas que, normalmente, dizem que querem discutir cidade, mas, na verdade, não o querem. Apenas querem fazer confronto político e discutir as atitudes da Câmara”, atirou o vice-presidente da autarquia.
Vitor Sousa não quis, no entanto, deixar de dar alguns achegas sobre o assunto da Confiança.
“Temos um espaço que consideraria como multiusos, muito vocacionado para a musealização do espólio da Confiança, para exposições de temáticas variadas. Poderia servir para ser um grande espaço de exposição de arte contemporânea, uma vez que Braga não está dotada de tal. Para além disso poderia servir para um espaço comercial. Indo ao encontro daquilo que é amplamente discutido e que hoje temos de procurar incentivar, que tem a ver com a aproximação com as estruturas de ciência, poderemos ter lá um ninho de empresas e potenciar o coworking”, resumiu o socialista.
No debate esteve também presente Luís Tarroso Gomes que, no final, deixou algumas questões no ar: “Fico sem saber se as demolições foram ou não licenciadas pela Câmara. A Câmara autorizou, ou não, a demolição da chaminé, da torre, do teatro e dos pavilhões de trás? Fico sem saber! E fico também sem saber porque é que o espaço não está vedado. Resumindo, fico sem saber as respostas às perguntas que fiz há um ano, por isso voltei a trazê-las aqui”

Ricardo Rio acusa os que lhe fazem "ataque político" através deste negócio

Já Ricardo Rio, líder da Coligação Juntos por Braga, assumiu que não se arrepende de nada durante o período em que se envolveu no negócio da Confiança e deixa a acusação: “Há um interesse político de alguém que quis aproveitar este processo para colocar em causa a minha credibilidade e a minha seriedade. Portanto, isso é algo que tenho de refutar de uma forma taxativa. Não espero nenhuma surpresa no processo que está a ser desenvolvido, mas não me desresponsabilizo do meu envolvimento no mesmo. Não me arrependo de ter participado neste processo como participei”, sublinha o social democrata.
Sobre o imóvel e o seu futuro, Ricardo Rio voltou a defender publicamente a necessidade da ligação com a Universidade do Minho (UM) como forma de quebrar barreiras de mobilidade que existem na cidade. “Se temos uma área que é absolutamente colada à UM, que está degradada e não tem qualquer aproveitamento e onde podemos instalar um conjunto de valências que vão atrair os jovens da universidade e outras situações, já estamos a diminuir a proximadade... Já serão 200 metros que ultrapassamos. Se juntarmos essa solução a uma de mobilidade que ultrapasse a barreira que passa em frente ao BragaParque, estamos a cumprir um desígnio. Temos que começar por algum lado”, destacou Ricardo Rio. 

Confiança voltará a ser debatida pela Braga+
No final do debate, Ricardo Silva da JovemCoop, um dos fundadores da associação Braga+ deixou uma certeza de realização de um novo debate sobre o tema. “Se hoje falamos do negócio, na próxima edição daremos uma sequência ao debate e faremos uma espécie de ‘Confiança 2’, onde daremos continuidade à parte do projecto. Não queremos afastar ninguém do debate, não nos deixem desistir a nós, não desistam vocês para que assim, todos juntos, possamos construir Braga, porque é isto que nós queremos”, garantiu Ricardo Silva.
Um novo debate para se pensar o futuro da Confiança foi então uma promessa deixada pela Associação Braga+ no final do debate em torno desta fábrica que muito diz ao bracarenses.

notícia RUM retirada daqui