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quinta-feira, 6 de junho de 2013

+ CIDADANIA: debate público "Salvando Bracara Augusta"

O processo de valorização do legado de Bracara Augusta vai dar o mote para o quinto debate público realizado pela associação Braga +. Esta iniciativa, realizada em conjunto com a JovemCoop Natureza e Cultura, vai decorrer no próximo dia 12 de Junho, a partir das 21h15, no auditório do Museu D. Diogo de Sousa.


Os intervenientes convidados para este debate são a investigadora e arqueóloga Manuela Martins, responsável máxima pela Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho; a vereadora Ilda Carneiro, na qualidade de responsável pelo pelouro a cultura da Câmara Municipal de Braga e mentora da iniciativa Braga Romana; Henrique Barreto Nunes, membro da ASPA e protagonista da preservação do legado romano de Braga; e Isabel Silva, diretora do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa.
 
À imagem do que aconteceu nos debates promovidos, a Braga + e a JovemCoop pretendem contribuir para a clarificação do processo de preservação e valorização, não apenas dos vestígios arqueólogicos e do trabalho exaustivo de catalogação e musealização, mas também da importância pedagógica deste legado e os projectos para o futuro.
 
Por + Cidadania e + Património!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

+ CIDADANIA: comunicado a respeito das expropriações dos imóveis contíguos às Convertidas

Na sequência da decisão da Câmara Municipal de Braga de partir para uma expropriação de carácter “urgente” dos prédios contíguos ao recolhimento das Convertidas, tendo como justificação uma ideia assumida num debate público promovido pela JovemCoop e Braga + no passado dia 27 de novembro de 2012, cabe-nos fazer alguns esclarecimentos públicos a respeito da matéria acima exposta.

1. As duas associações demarcam-se totalmente da decisão votada no passado dia 9 de maio de 2013, em sede de reunião de executivo, e esclarecem que não foram contactadas a respeito desta expropriação “urgente”, ou de um futuro projecto que estivesse a ser planeado para uma futura Pousada da Juventude;

2. Efectivamente confirmamos que a ideia de tornar o antigo recolhimento das Convertidas na futura Pousada da Juventude de Braga foi comentada no debate público promovido por ambas as associações, e recordamos que o mesmo debate contou também com um compromisso tácito de entendimento entre o executivo municipal, representado pelo vereador Hugo Pires, e a oposição camarária, representada pelo vereador Ricardo Rio, não constando que tal diálogo tivesse sucedido;

3. Continuaremos a pugnar para que a sociedade civil bracarense exija dos responsáveis locais e nacionais a devida atenção para com um monumento da valia do antigo recolhimento de Santa Maria Madalena das Convertidas, exemplar barroco que está na posse legítima do Estado e se encontra em elevado e preocupante estado de degradação;

4. Porque o nosso interesse é a recuperação e valorização deste monumento e não os imóveis que lhe são contíguos, não entendemos a expropriação de carácter urgente, numa altura em que não se conhece um projecto para o local, não há financiamento garantido em sede do QREN, e nem sequer foi oficialmente cedido o edifício das Convertidas à autarquia. Acreditamos que as verbas alocadas para a expropriação seriam mais do que suficientes para recuperar as Convertidas, independentemente da ocupação que venha a deter;

5. Porque entendemos preocupante o facto, denunciado pela imprensa e por alguns agentes políticos, de existirem eventuais ligações familiares entre os agentes municipais e os detentores do direito de propriedade dos imóveis, entendemos que este negócio não deve ser validado sem antes ser devidamente esclarecido em sede judicial;

6. Até lá, as duas associações refutam qualquer envolvimento nesta decisão e repudiam, de forma veemente, a forma como a partir de ideias lançadas por cidadãos se invertem prioridades. A nossa prioridade é claramente e só o recolhimento das Convertidas!

A Direcção da Braga +
A Coordenação da JovemCoop

sábado, 20 de abril de 2013

+ CIDADANIA: o debate público "Dia Mundial das Sete Fontes"



A Câmara Municipal de Braga desistiu da construção de uma variante, na qual estava prevista a passagem sobre os terrenos onde assenta o complexo eco-monumental das Sete Fontes.
Esta ideia foi defendida pelo vereador responsável pelo pelouro do urbanismo, Hugo Pires, intervindo como convidado em mais um debate público promovido, na passada quinta-feira, pelas associações JovemCoop e Braga +, que tinha como tema o monumento que mais mobilizou os bracarenses no último século. 
«Posso garantir que a variante de acesso à Estrada Nacional 103 não vai passar pelas Sete Fontes», afirmou este responsável, completando que «se não houver alternativa» a este traçado, o projeto  poderá mesmo «ser abandonado».
Hugo Pires: «Se fosse hoje estaria mal permitir a construção nas Sete Fontes»
Salientando que a intenção da autarquia é «impermeabilizar o menos possível o solo das Sete Fontes», o vereador que assumiu, desde 2009, a pasta do urbanismo não conseguiu garantir que não haverá mais construções nos terrenos onde assenta as Sete Fontes.
«Estamos empenhados em reduzir ao máximo a capacidade construtiva», asseverou, perante as muitas questões que lhe foram endereçadas.
Num debate que lotou o auditório da Junta de Freguesia de S. Victor, Hugo Pires confessou ainda que a autarquia «esteve mal» ao permitir a urbanização naqueles terrenos, ocorrida aquando da revisão do Plano Director Municipal em 2001.
«Hoje, à luz do que sabemos hoje, penso que era desnecessário», admitiu, reconhecendo publicamente, pela primeira vez, o erro da autarquia na classificação dos terrenos das Sete Fontes como solo urbanizável.
Este responsável autárquico aproveitou ainda a oportunidade para anunciar a intenção da Câmara Municipal de Braga em adjudicar quatro grandes áreas verdes na zona urbana, nomeadamente criando um parque verde nas Sete Fontes e um outro, que está em estudo, «entre Lomar e Ferreiros».

Firmino Marques: «Não pode haver inocentes na questão das Sete Fontes»
Um dos nomes mais sonantes pela preservação das Sete Fontes, Firmino Marques, foi também interveniente na mesa de discussão de um debate moderado pelo coordenador-geral da JovemCoop, Ricardo Silva. 
Para o presidente da Junta de Freguesia de S. Victor, o ano de 2001 «foi um momento chave para as Sete Fontes», salientando que foi «gravíssima a classificação dos terrenos das Sete Fontes como área urbanizável».
«Não pode haver inocentes na questão do desenvolvimento», atirou, deixando no ar uma crítica implícita à ação do executivo municipal.
O autarca recordou ainda que assumiu o policiamento do monumento, «sem ter essa competência», dada a «negligência» a que estava votado.
«Não sou um extremista das Sete Fontes, como alguns dizem. Sou um extremista de Braga e dos bons costumes», referiu ainda.
Firmino Marques defendeu também a necessidade de homenagear José Moreira, «um dos rostos pela defesa das Sete Fontes», que a Câmara Municipal de Braga tem rejeitado memorar.

Miguel Bandeira: «Trocava 10 Confianças pela reabilitação das Sete Fontes»
Convidado também para este debate, Miguel Bandeira, representante da ASPA, lamentou o facto das Sete Fontes «continuarem a aguardar proteção», estando sujeitas a «poluição», «vandalismo» e  «evidente degradação».
«Quem representa o interesse público deve tomar a dianteira na proteção e salvaguarda deste monumento», sublinhou, recordando que se trata de «um património que pertence a todos».
O geógrafo da Universidade do Minho fez questão de sublinhar, diversas vezes, os 18 anos passados desde o primeiro alerta dado em relação ao monumento.
«O grande problema é estarmos todos de acordo», referiu, mostrando a sua perplexidade pelo facto de as Sete Fontes estarem «cada vez pior» apesar desta unanimidade.
«Eu trocava 10 fábricas Confianças em troca da reabilitação das Sete Fontes», acrescentou.
No início do debate público, realizado no mesmo dia em que se assinalava o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, Miguel Bandeira foi agraciado com o título de sócio honorário da Braga +.

Isabel Caldeira: «As Sete Fontes não podem esperar por decisões políticas»
Na qualidade de representante do movimento cívico dos peticionários pela salvaguarda das Sete Fontes, Isabel Caldeira lamentou o facto do processo das Sete Fontes não se apresentar como «transparente» aos olhos dos cidadãos.
«Se fosse um processo transparente, não deveriam ser colocadas as questões num debate público, mas olho no olho com as entidades implicadas na proteção das Sete Fontes», referiu.
Contradizendo a ideia veiculada por Hugo Pires de que a autarquia sempre quis proteger o monumento, a representante dos peticionários, que em 2010 conseguiram reunir cerca de seis mil assinaturas pela salvaguarda do monumento, expôs um relatório no qual a Câmara Municipal de Braga admitia que «outros objetivos transcendem a importância do próprio monumento».
Para Isabel Caldeira, «as Sete Fontes não podem esperar por mais decisões políticas», sublinhando que os cidadãos já estão «fartos» de «incêndios», «abates de árvores», «poluição» e «ameaças à integridade do monumento».

Interveniente neste debate, na qualidade de participante, foi Carlos Almeida, candidato da CDU à Câmara Municipal de Braga, que recordou que «o parque verde das Sete Fontes já esteve orçamentado e nunca foi feito».
Reconhecendo que «há culpas da Administração Central» quanto ao atual estado de conservação das Sete Fontes, o deputado municipal aproveitou a sua intervenção para sublinhar que «entre 1995 e 2001 o governo era socialista e nada foi feito».
Já para a vereadora do ambiente, Ilda Carneiro, os serviços camarários «têm prestado todo o auxílio possível à limpeza e manutenção das Sete Fontes», reconhecendo que os proprietários dos terrenos já foram notificados acerca da necessidade de efetuar a limpeza periódica dos espaços.
Intervindo também como participante no debate, Ricardo Rio preferiu sublinhar a «incoerência» da autarquia quanto ao anúncio de novos espaços verdes na cidade, recordando os «largos hectares de relvados sintéticos» construídos no município, em detrimento da construção de parques.
«Se o atual executivo sempre quis proteger as Sete Fontes, como veio hoje dizer, então porque até agora tinha a pretensão de construir uma variante que iria colocar em risco o monumento?», questionou ainda o líder da oposição camarária e candidato às próximas eleições autárquicas.

terça-feira, 9 de abril de 2013

+ CIDADANIA - Comemorar o Dia Mundial das Sete Fontes



O futuro e presente do complexo eco-monumental das Sete Fontes vai dar o mote para o quarto debate público realizado pela associação Braga +. Esta iniciativa, realizada em conjunto com a JovemCoop Natureza e Cultura, vai decorrer no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, 18 de Abril, a partir das 21h15, no auditório da Junta de Freguesia de S. Victor.

Os intervenientes convidados para este debate são o vereador Hugo Pires, na qualidade de responsável pelo pelouro do urbanismo da Câmara Municipal de Braga; Firmino Marques, Presidente da Junta de Freguesia de S. Victor e protagonista da preservação do monumento; bem como de Miguel Bandeira, representante da associação de defesa do património ASPA, e um representante do movimento cívico de Peticionários pela Salvaguarda das Sete Fontes, entidades que foram determinantes na classificação das Sete Fontes como monumento nacional.
 
Continuamos a aguardar respostas da Direcção Regional de Cultura do Norte e da empresa municipal Agere.

À imagem do que aconteceu nos debates promovidos, a Braga + e a JovemCoop pretendem contribuir para a clarificação do processo de preservação e valorização do monumento que mais mobilizou os bracarenses no último século.
 
Na sequência do debate público, dois dias depois, a 20 de Abril, vai ser promovida uma visita guiada às Sete Fontes, com início marcado para as 09h30 no largo da Senhora-a-Branca.

Venha comemorar connosco o Dia Mundial dos Monumentos e Sitios!

+ Cidadania! + Património!
 
As inscrições são apenas para a caminhada!!! (mas sugerimos que participem no debate)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Debate "Uma questão de Confiança II" na imprensa escrita

Diário do Minho, 08/03/2013


Correio do Minho, 08/03/2013
Correio do Minho, 08/03/2013

O projeto de reconversão da antiga saboaria e perfumaria Confiança tem comprometida a comparticipação comunitária ao nivel do financiamento.
Esta ideia foi defendida pelo vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N), Carlos Neves, intervindo como convidado da segunda sessão deste debate público, promovido na passada quarta-feira, pelas associações JovemCoop e Braga +.
«As más notícias são que, no âmbito do atual Quadro Estratégico de Referência Nacional (QREN) não há dinheiro», afirmou este responsável, completando que poderão, no futuro, existir «outras oportunidades».
Salientando que o problema «não é o financiamento do projeto», mas sim «a visão estratégica», Carlos Neves lembrou que «é importante selecionar prioridades» na futura utilização do edifício e não tentar «inserir demasiadas valências», como as que são sugeridas pelas propostas vencedoras do concurso de ideias.
Num debate realizado no auditório do Mercado Cultural do Carandá e que complementou o primeiro debate que decorreu a 16 de janeiro, o vice-presidente da CCDR-N confessou que «não tem que se fazer tudo à primeira», mas que o projeto «pode ir sendo pensado» adequando-o à sua «auto-sustentabilidade».
«Para que a Confiança não se torne um mau investimento, temos que enquadrar isto naquilo que é a política que queremos para a cidade de Braga», acrescentou, destacando que «qualquer euro mal gasto é um mau investimento». 
«Há vida para além do QREN», acrescentou.
Num debate, que contou com a presença de mais de uma centena de bracarenses, entre os quais muitos responsáveis políticos, membros de associações e arquitetos, o Vítor Sousa sublinhou o «interesse que este processo suscitou na população bracarense» e o «clima de discussão e participação» atestado pela realização destes debates.
«Este projeto é para andar para a frente com fundos ou sem fundos», garantiu o vice-presidente da autarquia.
Reconhecendo que, «neste momento não há recursos públicos para financiar projetos relativos à cultura», Vítor Sousa defendeu que poderia ter mais «garantias de financiamento».
«A Câmara não perdeu a oportunidade do QREN. O QREN é que se esvaiu numa reprogramação estratégica», salientou, respondendo às críticas sugeridas pela lentidão deste processo.
Sugerindo que uma das intenções da autarquia «é ter um espaço multiusos que permita realizar exposições de arte contemporânea» integrado no projeto destinado à antiga saboaria, que vai incluir ainda áreas comerciais, de empreendedorismo, e um espaço museológico, o candidato às próximas autárquicas sublinhou que o próximo passo é o lançamento de «um concurso de arquitetura assessorado pela Ordem dos Arquitetos da região Norte».

Câmara de Braga deve dar uso ao edifício

Pronunciando-se como convidado deste debate, Ricardo Rio reconheceu que «ainda há uma pluralidade de opiniões quanto às soluções a adotar», destacando a necessidade de «consensualizar» todas as propostas apresentadas pelos vencedores do concurso de ideias realizado há sensivelmente um ano.
«Não fazemos depender do financiamento comunitário o avanço dos projetos», referiu, salientando que é importante implicar outras instituições na definição da solução a adotar, dando o exemplo da Universidade do Minho, «que não foi implicada desde o início neste processo», ao contrário «do que acontece em Guimarães».
Ressaltando que a autarquia deve dar uso imediato ao edifício, independentemente das soluções a adotar no futuro, o líder da coligação Juntos por Braga, lamentou ainda que tenha sido perdido «muito tempo» neste processo e uma «janela de oportunidades» em termos de financiamento.
Em jeito de crítica, Ricardo Rio recordou que «não faz sentido» prever a construção de um Centro de Ciência Viva na antiga fábrica, tal como defendem dois dos projetos vencedores do concurso de ideias, quando «está previsto o mesmo projeto para o Instituto Ibérico de Nanotecnologia».
Esta opinião é partilhada por Miguel Bandeira, também convidado para este debate, que fortaleceu que Braga não deve repetir projetos já existentes em cidades próximas.
«Deveria haver uma maior articulação nos investimentos, de forma a não repetir equipamentos próximos uns dos outros», acrescentou este investigador da Universidade do Minho, sublinhando que a sua participação no debate se fazia a título individual.
Segundo o antigo presidente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, o grande destaque deste processo de reconversão da antiga fábrica Confiança é o facto de ser «consensual» do ponto de vista político, «situação não habitual».
Salientando que a localização da antiga fábrica junto à área de influência da universidade «não pode ser esquecida» nas soluções a adotar, o geógrafo alertou para o risco de transformar o projeto numa repetição do que já foi alcançado com o projeto do “GNRation”.
«Não fazia sentido criar uma espécie de ”Confidence II”, para fazer contraponto ao ”GNRation I”», gracejou.

A urgência de ligar a cidade à universidade

Outro dos assuntos abordados neste debate,   que contou com intervenções do público presente, foi a necessidade de eliminar a barreira que existe entre o centro histórico e a “cidade universitária” de Gualtar.
Esta necessidade foi fortalecida em uníssono por todos os convidados, tendo suscitado algumas sugestões para restabelecer a ligação entre a rua D. Pedro V e a rua Nova de Santa Cruz, que atualmente se encontram “cortadas” pela avenida padre Júlio Fragata.
Vítor Sousa sugeriu como solução o «prolongamento do túnel» da rotunda das piscinas, solução corroborada pelo outro candidato a ocupar a cadeira de Mesquita Machado a partir de outubro próximo, Ricardo Rio.
«Está criado um consenso alargado a três forças políticas para, independentemente de quem ganhar as eleições, voltar a ligar a rua D. Pedro V à rua Nova de Santa Cruz», garantiu o líder da coligação Juntos por Braga, referindo-se à abertura manifestada pelo candidato da CDU, Carlos Almeida, na sua intervenção.

A próxima iniciativa deste género, organizada em conjunto pela JovemCoop e Braga +, vai decorrer no dia 11 de abril e terá como mote a conservação e valorização do complexo monumental das Sete Fontes.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Debate "Uma Questão de Confiança" - primeiras impressões

Foi da Confiança e com confiança no futuro que ontem se debateu a antiga saboaria instalada na Rua Nova de Santa Cruz. O mote do 2º debate promovido pela associação Braga+ estava dado e foram muitos aqueles que quiseram envolver-se na discussão de um património municipal que não tem, pelo menos para já, futuro definido. 
 
No final do debate, onde a opinião da sociedade se foi revelando em alguns momentos, Vitor Sousa, vice-presidente do executivo municipal e um dos oradores, salientou a importância do imóvel para um pensamento distinto daquela zona da cidade. 
 
“Só o facto de hoje termos a Confiança já nos leva a discussões laterais extremamente importantes no quadro do planeamento e do urbanismo, que é a questão de mantermos um eixo de modos suaves em termos de acesso entre a Universidade e o centro da cidade”.
Vitor Sousa avança o que projecto que tem pensado para o local e que irá incluir na sua candidatura.
 
“Eu tenho análises feitas, sob o ponto de vista técnico não tenho nada fechado, mas tenho o privilégio de ter alguns dados técnicos. E o que tenho é que como nós temos uma infra-estrutura na Avenida Júlio Fragata já muito rebaixada por causa do nível friático da cota do rio Este, é uma obra mais sensata, mais fácil e mais barata prolongar ligeiramente para a frente da rua Nova de Santa Cruz o túnel já existente e fazer a parte de cima toda em área de travessia pedonal”.
 
Também do lado da Coligação Juntos por Braga, a ligação à Universidade é praticamente um compromisso. Ricardo Rio fala numa solução estratégica.
 
“A solução mais estratégica do ordenamento da própria cidade, no caso concreto foi já reconhecido em diversas ocasiões, neste momento a cidade está fracionada e separada por via da Avenida Padre Júlio Fragata e aquilo que ficou aqui de certa forma consensualizado, de forma quase inesperada, é que no próximo mandato iremos tentar construir uma solução de continuidade pedonal entre a Rua Nova de Santa Cruz e a Rua D. Pedro V que volte a ligar a Universidade à malha urbana central. Parece-me que isso é algo extremamente pertinente e deve ser uma aposta do próximo executivo”.
 
O espaço de co-working será uma realidade no futuro da Confiança, tal como sucede no GNRation, mas Vitor Sousa identifica uma complementariedade entre este espaço e o do Campo da Vinha.
 
“O registo do GNRation é virado para este espaço de partilha, de ninho de empresa, de incubadora mas numa área das indústrias criativas, da arte, do design e o outro é o mesmo modelo, e aí pode haver uma complementariedade interessante, mas numa área completamente distinta, com a mesma base, mas para a ciência, tecnologia, inovação e muito direcionado àquilo que é o factor do próximo quadro comunitário da agenda 20-20”.
 
Já Ricardo Rio, parece partilhar do mesmo ideal. “São manifestamente complementares, é assim que eu os entendo. Aliás, o GNRation caso venha a preservar a traça que nós incutimos no início quando se discutiu a própria aquisição do edifício da GNR, será uma estrutura predominantemente mais cultural e ligada às indústrias criativas. Aqui há a possibilidade de compartimentação para projetos de outra natureza, mais ligado às nanotecnologias e a outros desenvolvimentos científicos ligados à Universidade do Minho. Julgo que são, claramente, estruturas complementares”.
 
Vítor Sousa avançou também que este projecto deve agora ser maturado e estar pronto até ao final do mandato para que o próximo executivo possa trabalhar no mesmo e adaptá-lo em função do quadro comunitário de apoios.
 
Da mesma opinião partilha o líder da Coligação Juntos por Braga que adiantou que a prioridade do projeto, terá obrigatoriamente de ser concretizado no próximo mandato, acautelando os financiamentos para o projeto. “Julgo que até ao início de 2014 o próximo quadro comunitário estará clarificado na suas orientações e nas prioridades em termos de investimento. Portanto, temos aqui sensivelmente nove meses que também coincidem com o encerramento deste mandato, com o arranque do próximo para podermos, inclusivamente, enquadrar nas próximas opções do plano da câmara municipal, que serão discutidas no final deste ano”.
 
Quanto ao projeto, em si, Ricardo Rio adianta que haverá sempre geração de emprego. “Qualquer financiamento comunitário de um projeto, um dos primeiros requisitos que exige é que vai ter de gerar emprego, portanto o Espaço Confiança vai ter de gerar emprego, seja ou não financiado. Acho que nesta matéria, a questão da incubação de empresas é também um veículo muito importante para a criação de oportunidades de emprego e de criação de novos negócios que Braga tem que cultivar de uma forma massificada em ligação à UMinho, ao INL e a todo o espírito empreendedor que existe neste momento na cidade e que não tem essa oportunidade de expressão”.
 
Palavras de Ricardo Rio sobre um tema que diz, estar a “apaixonar a cidade”, garantindo que as iniciativas de debates promovidas pela Braga+ “são uma ajuda para melhorar a própria gestão municipal”. 
 
 notícia RUM retirada daqui

sábado, 2 de março de 2013

+ CIDADANIA: "Uma questão de Confiança" - o futuro


Tal como ficara acertado aquando da realização de um debate no passado dia 16 de janeiro, a recuperação para fins culturais da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança vai dar o mote para mais um debate público realizado pela associação Braga +. Esta iniciativa, realizada em conjunto com a JovemCooperante Natureza e Cultura, vai decorrer na próxima quarta‐feira, 6 de março, a partir das 21h15, no auditório da escola de música do Mercado Cultural do Carandá.
Os intervenientes convidados para este debate são o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Vítor Sousa; Ricardo Rio, líder da coligação Juntos por Braga; Carlos Neves, vice-presidente da CCDR-Norte; Miguel Bandeira, representando a Universidade do Minho; e os vencedores do concurso de ideias, dos quais três já confirmaram a presença.
O debate, novamente intitulado “Uma questão de Confiança”, vai estar aberto à participação de todos os cidadãos interessados em discutir esta temática. No local do debate vão poder ser consultadas as 84 propostas que concorreram ao concurso de ideias realizado pela autarquia, após o início do processo de aquisição do último exemplar das históricas indústrias bracarenses.
Recorde‐se que a intenção da Câmara Municipal é a instalação de valências culturais, que permitam a regeneração da zona envolvente e a preservação da memória indústrial de Braga.
Este é mais um debate que pretende discutir a cidade e fazer propostas concretas a quem tem o poder de decidir. Por isso mesmo, as ideias abordadas nesta iniciativa vão ser reencaminhadas para os partidos com assento na Assembleia Municipal de Braga.
A Perfumaria e Saboaria Confiança foi fundada a 12 de Outubro de 1894, tendo-se tornado num caso de notório sucesso entre os empreendimentos industriais da cidade de Braga ao longo do século XX. Após o desaparecimento das grandes fábricas de chapéus, o imóvel da Confiança tornou-se no último exemplar do património industrial da cidade de Braga.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Debate "Uma Questão de Confiança" - primeiras impressões

O debate "Uma Questão de Confiança" teve muita adesão e participação

Os oradores convidados - Vitor Sousa (CMB/PS); Luis Tarroso Gomes (Projecto BragaTempo); José Cordeiro (U.Minho); Ricardo Rio (PSD)

O diálogo fez-se com várias participações, sugerindo um novo debate para, desta vez, permitir falar sobre o futuro do imóvel

Foi numa sala mais que lotada que ontem se debateu o futuro da fábrica Confiança. Esse foi o mote lançado pela Associação Braga + para mais uma noite de conversa na cidade onde se preparava para pensar Braga. Este debate funcionou também como o primeiro frente a frente público entre Vitor de Sousa e Ricardo Rio, os dois candidatos, teoricamente mais fortes, na corrida ao município nas eleições autárquicas.
Para além das propostas e do pensamento em relação ao futuro da fábrica (ainda que escassas), a conversa foi marcada pela contextualização do imóvel e tentou-se debater todo o processo que envolveu a sua compra e expropriação. Ainda assim, Vitor de Sousa, na sua intervenção final, aproveitou para criticar toda uma postura assumida por Ricardo Rio no debate. “Respeitei, na íntegra, o papel que deveria ter neste debate. Não critiquei a oposição, não fiz apelos, quase declarados, a voto, não disse que ia ganhar eleições, isto num quadro de respeito absoluto por um debate que quer fazer cidade. O que prejudica esta discussão é aparecerem pessoas que, normalmente, dizem que querem discutir cidade, mas, na verdade, não o querem. Apenas querem fazer confronto político e discutir as atitudes da Câmara”, atirou o vice-presidente da autarquia.
Vitor Sousa não quis, no entanto, deixar de dar alguns achegas sobre o assunto da Confiança.
“Temos um espaço que consideraria como multiusos, muito vocacionado para a musealização do espólio da Confiança, para exposições de temáticas variadas. Poderia servir para ser um grande espaço de exposição de arte contemporânea, uma vez que Braga não está dotada de tal. Para além disso poderia servir para um espaço comercial. Indo ao encontro daquilo que é amplamente discutido e que hoje temos de procurar incentivar, que tem a ver com a aproximação com as estruturas de ciência, poderemos ter lá um ninho de empresas e potenciar o coworking”, resumiu o socialista.
No debate esteve também presente Luís Tarroso Gomes que, no final, deixou algumas questões no ar: “Fico sem saber se as demolições foram ou não licenciadas pela Câmara. A Câmara autorizou, ou não, a demolição da chaminé, da torre, do teatro e dos pavilhões de trás? Fico sem saber! E fico também sem saber porque é que o espaço não está vedado. Resumindo, fico sem saber as respostas às perguntas que fiz há um ano, por isso voltei a trazê-las aqui”

Ricardo Rio acusa os que lhe fazem "ataque político" através deste negócio

Já Ricardo Rio, líder da Coligação Juntos por Braga, assumiu que não se arrepende de nada durante o período em que se envolveu no negócio da Confiança e deixa a acusação: “Há um interesse político de alguém que quis aproveitar este processo para colocar em causa a minha credibilidade e a minha seriedade. Portanto, isso é algo que tenho de refutar de uma forma taxativa. Não espero nenhuma surpresa no processo que está a ser desenvolvido, mas não me desresponsabilizo do meu envolvimento no mesmo. Não me arrependo de ter participado neste processo como participei”, sublinha o social democrata.
Sobre o imóvel e o seu futuro, Ricardo Rio voltou a defender publicamente a necessidade da ligação com a Universidade do Minho (UM) como forma de quebrar barreiras de mobilidade que existem na cidade. “Se temos uma área que é absolutamente colada à UM, que está degradada e não tem qualquer aproveitamento e onde podemos instalar um conjunto de valências que vão atrair os jovens da universidade e outras situações, já estamos a diminuir a proximadade... Já serão 200 metros que ultrapassamos. Se juntarmos essa solução a uma de mobilidade que ultrapasse a barreira que passa em frente ao BragaParque, estamos a cumprir um desígnio. Temos que começar por algum lado”, destacou Ricardo Rio. 

Confiança voltará a ser debatida pela Braga+
No final do debate, Ricardo Silva da JovemCoop, um dos fundadores da associação Braga+ deixou uma certeza de realização de um novo debate sobre o tema. “Se hoje falamos do negócio, na próxima edição daremos uma sequência ao debate e faremos uma espécie de ‘Confiança 2’, onde daremos continuidade à parte do projecto. Não queremos afastar ninguém do debate, não nos deixem desistir a nós, não desistam vocês para que assim, todos juntos, possamos construir Braga, porque é isto que nós queremos”, garantiu Ricardo Silva.
Um novo debate para se pensar o futuro da Confiança foi então uma promessa deixada pela Associação Braga+ no final do debate em torno desta fábrica que muito diz ao bracarenses.

notícia RUM retirada daqui