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terça-feira, 16 de abril de 2013

+ PATRIMÓNIO: Vamos falar de Património


Esta quarta-feira, dia 17, pelas 19h00, a JovemCoop e a Braga + vão promover uma tertúlia/conversa informal com Paz del Pozo,  Professora da Universidade de Léon, especialista na área do património industrial, por especial convite do Prof. Miguel Bandeira.

Este encontro, em forma de conversa servirá para partilhar experiências, falar de formas de actuação, entre outros assuntos.

Esta iniciativa vai decorrer na Velha-a-Branca e, dada a proximidade com o evento, gostaríamos de convocar todos os interessados nesta temática a participarem.

Porque nunca é demais falar de património!

terça-feira, 9 de abril de 2013

+ CIDADANIA - Comemorar o Dia Mundial das Sete Fontes



O futuro e presente do complexo eco-monumental das Sete Fontes vai dar o mote para o quarto debate público realizado pela associação Braga +. Esta iniciativa, realizada em conjunto com a JovemCoop Natureza e Cultura, vai decorrer no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, 18 de Abril, a partir das 21h15, no auditório da Junta de Freguesia de S. Victor.

Os intervenientes convidados para este debate são o vereador Hugo Pires, na qualidade de responsável pelo pelouro do urbanismo da Câmara Municipal de Braga; Firmino Marques, Presidente da Junta de Freguesia de S. Victor e protagonista da preservação do monumento; bem como de Miguel Bandeira, representante da associação de defesa do património ASPA, e um representante do movimento cívico de Peticionários pela Salvaguarda das Sete Fontes, entidades que foram determinantes na classificação das Sete Fontes como monumento nacional.
 
Continuamos a aguardar respostas da Direcção Regional de Cultura do Norte e da empresa municipal Agere.

À imagem do que aconteceu nos debates promovidos, a Braga + e a JovemCoop pretendem contribuir para a clarificação do processo de preservação e valorização do monumento que mais mobilizou os bracarenses no último século.
 
Na sequência do debate público, dois dias depois, a 20 de Abril, vai ser promovida uma visita guiada às Sete Fontes, com início marcado para as 09h30 no largo da Senhora-a-Branca.

Venha comemorar connosco o Dia Mundial dos Monumentos e Sitios!

+ Cidadania! + Património!
 
As inscrições são apenas para a caminhada!!! (mas sugerimos que participem no debate)

domingo, 7 de abril de 2013

+ CULTURA: a porta rococó do antigo Paço Arquiepiscopal

Postal da Praça do Município nos finais do século XIX, percebendo-se, ao fundo, a igreja do Paço

Porta rococó da igreja do Paço (à esquerda), colocada junto à Biblioteca depois de 1921
Restos da porta rococó colocados no estacionamento da CMB, após serem retirados do Parque da Ponte em 2009
A igreja do Paço foi mandada construir pelo Arcebispo D. José de Bragança, aquando da edificação do seu novo palácio voltado à praça do Município. Provavelmente encomendada também a André Soares, como deixa entrever o traço do pórtico deste templo. Desmantelada em 1921, sem motivo aparente (republicanos anti-clericais...), dado que não foi afectado pelo grande incêndio de 1866, a igreja tinha torre sineira e uma interessante cúpula octogonal, rara na arquitectura religiosa bracarense.
A porta desta malograda igreja foi colocada no muro que delimitava a Biblioteca Pública, após o restauro levado a cabo pelo Estado Novo na década de 30. Possivelmente, para abrir a actual rua Eça de Queiroz, a porta foi desmontada e levada para o parque da Ponte.
Durante anos me habituei a ver estas elegantes pedras na zona interior do parque, sem nunca perceber o que ali faziam ou de onde provinham. Em 2009, após as obras de remodelação do parque, estas pedras foram levadas para o parque de estacionamento do Pópulo.

Não seria possível recolocar esta interessante porta rococó num espaço nobre da cidade? Ou, então, colocá-la novamente no parque da Ponte, talvez montada e com um painel interpretativo a recordar este monumento desaparecido de Braga?

sexta-feira, 15 de março de 2013

+ PATRIMÓNIO: percorrer o legado do arcebispo D. Rodrigo

Durante o Percurso vamos poder apreciar esta tela, na qual estão registadas as obras legadas por D. Rodrigo de Moura Telles
O legado do Arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles na cidade de Braga vai ser o destaque do segundo Percurso Barroco, uma iniciativa conjunta da Braga + e da JovemCoop, que pretende ajudar os bracarenses a conhecerem e a valorizarem o seu património.
Esta iniciativa está agendada para amanhã, dia 16 de março, e tem início marcado para as 09h30, na porta principal da Sé de Braga.
O percurso, que vai tentar reescrever as obras patrocinadas por um dos prelados mais importantes da história bracarense, na tentativa de reinterpretar, à luz do contexto vivido por Braga no início do século XVIII, os artistas, os monumentos e as iniciativas que tiveram D. Rodrigo de Moura Telles como protagonista.
A primeira obra a ser apreciada vai ser a capela de S. Geraldo, na Sé Primaz, onde o prelado está sepultado. Em seguida, os participantes vão poder admirar os sapatos que D. Rodrigo utilizava para aceder à mesa das celebrações que, devido á sua reduzida estatura, exigiam um tacão monumental.
O percurso vai contar ainda com passagens pela capela de S. Sebastião das Carvalheiras, largo do Paço e igreja da Penha.
Ainda não confirmada está a visita ao recolhimento de Santa Maria Madalena ou das Convertidas, que é um dos maiores legados deste arcebispo. A visita vai concluir-se com passagens pelo campo Novo, projeto urbanístico elaborado durante a prelazia de D. Rodrigo de Moura Telles, e pela capela de Guadalupe, outra das ermidas reconstruídas no período que intermediou os anos 1704 e 1728.
As inscrições, e demais informações, estão disponíveis nos sites da JovemCoop e da Braga +, ou nas respetivas páginas do facebook.
Esta iniciativa conta ainda com a colaboração da Fundação Cultural Bracara Augusta que, no seguimento da Capital Europeia da Juventude, continuam a garantir uma colaboração a nível logístico.
No próximo dia 30 de março, as duas associações promovem novo percurso sobre o legado de D. Rodrigo de Moura Telles, desta feita com uma caminhada até ao santuário do Bom Jesus do Monte.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

+ PATRIMÓNIO: o palácio do Raio


O palácio do Raio é uma das obras-primas do arquitecto André Soares. Construído entre os anos de 1754-55, destinava-se a servir de habitação à família do rico comerciante João Duarte Faria. A porta e varandim principal são citadas como o melhor exemplar da arquitectura civil bracarense. Sofreu algumas alterações no decorrer do século XIX, quando estava na posse de Miguel José Raio, o homem que deixou o seu nome à casa. Contudo, a designação do palácio mais popular entre os bracarenses era "Casa do Mexicano", devido à estátua do que aparenta ser um turco, que se encontra em destaque na escadaria principal, e saiu também das mãos do mestre André Soares. Ontem, durante os Percursos Barrocos, tivemos o privilégio de admirar!

O palácio do Raio esteve, até há dois meses, na posse do Estado. Está em estado bastante degradado e a proprietária do edifício, a Santa Casa da Misericórdia de Braga espera ser apoiada financeiramente pelos responsáveis pela sua deterioração: o Estado. Este edifício, juntamente com o hospital velho de S. Marcos, mereciam uma recuperação para fins culturais, que devolvesse este espaço aos bracarenses e visitantes. E que tal um museu de Arte Sacra, que congregasse o melhor espólio de todos os templos da cidade?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A primeira obra de André Soares

© JovemCoop
O primeiro desenho conhecido de André Soares, o génio do rococó bracarense, é datado de 1747. Trata-se do frontispício do livro de Estatutos da Irmandade do Bom Jesus e Santana, outrora sediada na ermida que estava colocada ao centro da actual avenida Central. Esta irmandade, após a demolição da capela de Santana em 1769, foi transferida para a igreja de Santa Cruz, tendo-se fundido à irmandade aí sediada.
O desenho, esse, sobreviveu às mudanças e é o mais antigo testemunho de um nome ao qual Braga deve a sua magnificência e grandiosidade. Indubitavelmente um dos seus maiores filhos!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

+ PATRIMÓNIO: a muralha de Bracara Augusta

Uma das formas como os arqueólogos e investigadores da cidade romana de Bracara Augusta descobriram o traçado da muralha da urbe foi esta fotografia aérea de Braga nos anos 40.
Se a muralha medieval é muito fácil de perceber, dado que as ruas que nasceram coladas ao seu traçado ainda hoje lá estão, já a muralha do período romano encontrava-se mais dissimulada, até porque grande parte da sua área urbana estava ocupada por campos agrícolas.
Consegue descobrir o traçado?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Debate "Uma Questão de Confiança" - primeiras impressões

O debate "Uma Questão de Confiança" teve muita adesão e participação

Os oradores convidados - Vitor Sousa (CMB/PS); Luis Tarroso Gomes (Projecto BragaTempo); José Cordeiro (U.Minho); Ricardo Rio (PSD)

O diálogo fez-se com várias participações, sugerindo um novo debate para, desta vez, permitir falar sobre o futuro do imóvel

Foi numa sala mais que lotada que ontem se debateu o futuro da fábrica Confiança. Esse foi o mote lançado pela Associação Braga + para mais uma noite de conversa na cidade onde se preparava para pensar Braga. Este debate funcionou também como o primeiro frente a frente público entre Vitor de Sousa e Ricardo Rio, os dois candidatos, teoricamente mais fortes, na corrida ao município nas eleições autárquicas.
Para além das propostas e do pensamento em relação ao futuro da fábrica (ainda que escassas), a conversa foi marcada pela contextualização do imóvel e tentou-se debater todo o processo que envolveu a sua compra e expropriação. Ainda assim, Vitor de Sousa, na sua intervenção final, aproveitou para criticar toda uma postura assumida por Ricardo Rio no debate. “Respeitei, na íntegra, o papel que deveria ter neste debate. Não critiquei a oposição, não fiz apelos, quase declarados, a voto, não disse que ia ganhar eleições, isto num quadro de respeito absoluto por um debate que quer fazer cidade. O que prejudica esta discussão é aparecerem pessoas que, normalmente, dizem que querem discutir cidade, mas, na verdade, não o querem. Apenas querem fazer confronto político e discutir as atitudes da Câmara”, atirou o vice-presidente da autarquia.
Vitor Sousa não quis, no entanto, deixar de dar alguns achegas sobre o assunto da Confiança.
“Temos um espaço que consideraria como multiusos, muito vocacionado para a musealização do espólio da Confiança, para exposições de temáticas variadas. Poderia servir para ser um grande espaço de exposição de arte contemporânea, uma vez que Braga não está dotada de tal. Para além disso poderia servir para um espaço comercial. Indo ao encontro daquilo que é amplamente discutido e que hoje temos de procurar incentivar, que tem a ver com a aproximação com as estruturas de ciência, poderemos ter lá um ninho de empresas e potenciar o coworking”, resumiu o socialista.
No debate esteve também presente Luís Tarroso Gomes que, no final, deixou algumas questões no ar: “Fico sem saber se as demolições foram ou não licenciadas pela Câmara. A Câmara autorizou, ou não, a demolição da chaminé, da torre, do teatro e dos pavilhões de trás? Fico sem saber! E fico também sem saber porque é que o espaço não está vedado. Resumindo, fico sem saber as respostas às perguntas que fiz há um ano, por isso voltei a trazê-las aqui”

Ricardo Rio acusa os que lhe fazem "ataque político" através deste negócio

Já Ricardo Rio, líder da Coligação Juntos por Braga, assumiu que não se arrepende de nada durante o período em que se envolveu no negócio da Confiança e deixa a acusação: “Há um interesse político de alguém que quis aproveitar este processo para colocar em causa a minha credibilidade e a minha seriedade. Portanto, isso é algo que tenho de refutar de uma forma taxativa. Não espero nenhuma surpresa no processo que está a ser desenvolvido, mas não me desresponsabilizo do meu envolvimento no mesmo. Não me arrependo de ter participado neste processo como participei”, sublinha o social democrata.
Sobre o imóvel e o seu futuro, Ricardo Rio voltou a defender publicamente a necessidade da ligação com a Universidade do Minho (UM) como forma de quebrar barreiras de mobilidade que existem na cidade. “Se temos uma área que é absolutamente colada à UM, que está degradada e não tem qualquer aproveitamento e onde podemos instalar um conjunto de valências que vão atrair os jovens da universidade e outras situações, já estamos a diminuir a proximadade... Já serão 200 metros que ultrapassamos. Se juntarmos essa solução a uma de mobilidade que ultrapasse a barreira que passa em frente ao BragaParque, estamos a cumprir um desígnio. Temos que começar por algum lado”, destacou Ricardo Rio. 

Confiança voltará a ser debatida pela Braga+
No final do debate, Ricardo Silva da JovemCoop, um dos fundadores da associação Braga+ deixou uma certeza de realização de um novo debate sobre o tema. “Se hoje falamos do negócio, na próxima edição daremos uma sequência ao debate e faremos uma espécie de ‘Confiança 2’, onde daremos continuidade à parte do projecto. Não queremos afastar ninguém do debate, não nos deixem desistir a nós, não desistam vocês para que assim, todos juntos, possamos construir Braga, porque é isto que nós queremos”, garantiu Ricardo Silva.
Um novo debate para se pensar o futuro da Confiança foi então uma promessa deixada pela Associação Braga+ no final do debate em torno desta fábrica que muito diz ao bracarenses.

notícia RUM retirada daqui

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Uma questão de Confiança



A recuperação para fins culturais da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança vai dar o mote para mais um debate público realizado pela, recentemente fundada, associação Braga +. Esta iniciativa, realizada em conjunto com a JovemCoop Natureza e Cultura, vai decorrer na próxima quarta‐feira, 16 de janeiro, a partir das 21h15, na Casa dos Coimbras.

Os intervenientes convidados para este debate são o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Vítor Sousa; Ricardo Rio, líder da coligação Juntos por Braga; José Lopes Cordeiro, director do museu da indústria textil e investigador na área do património industrial; Luís Tarroso Gomes, um dos promotores do Projecto Braga Tempo, que lançou a polémica sobre os valores envolvidos na compra do imóvel pela autarquia.

O debate, intitulado “Uma questão de Confiança”, vai  estar aberto à participação de todos os cidadãos interessados em discutir esta temática. No local do debate vão poder ser consultadas as 84 propostas que concorreram ao concurso de ideias realizado pela autarquia, após o início do processo de aquisição do último exemplar das históricas indústrias bracarenses.

Recorde‐se que o negócio que envolveu a compra da fábrica Confiança se viu, desde cedo, envolto em polémica, com vários valores em discussão, o que obrigou a autarquia a recorrer à expropriação cifrada em 3,67 milhões de euros. A intenção da Câmara Municipal é a instalação de valências culturais, que permitam a regeneração da zona envolvente e a preservação da memória industrial de Braga.

Este é mais um debate que pretende discutir a cidade e fazer propostas concretas a quem tem o poder de decidir. Por isso mesmo, as ideias abordadas nesta iniciativa vão ser reencaminhadas para os partidos com assento na Assembleia Municipal de Braga. Este será também o primeiro debate público que vai contar com a participação dos dois principais candidatos à Câmara Municipal de Braga, nas eleições que se realizam em outubro próximo.

A Perfumaria e Saboaria Confiança foi fundada a 12 de Outubro de 1894, tendo-se tornado num caso de notório sucesso entre os empreendimentos industriais da cidade de Braga ao longo do século XX. Após o desaparecimento das grandes fábricas de chapéus, o imóvel da Confiança tornou-se no último exemplar do património industrial da cidade de Braga.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Proposta de classificação da Igreja de Santa Cruz

Este sábado, dia 1 de dezembro pelas 11h, a associação Braga+ apresentará a proposta de classificação da Igreja de Santa Cruz. 

Convidamos todos os cidadãos interessados, a juntarem-se à associação na defesa e salvaguarda do nosso património.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Reconverter as Convertidas - reportagem

Foi com casa cheia e muitas ideias que ontem à noite se realizou o primeiro debate da Associação Braga +, que decorreu na Casa dos Coimbras. Centrado no destino a dar ao recolhimento das Convertidas, o debate contou com intervenções do vereador Hugo Pires, do ex-governador civil José Araújo, de Manuela Sá Fernandes (do Grupo Gonçalo Sampaio) e de Carlos Aguiar Gomes (da Associação Famílias). Enquanto não publicamos as conclusões do debate, aqui fica uma pertinente reportagem da TV Minho.

Obrigado a todos os que quiseram participar e dar o seu contributo, inclusive os agentes políticos da nossa cidade que, de diversos quadrantes partidários, marcaram presença neste debate. Construir pontes pelo bem da nossa cidade é objectivo, desde já cumprido.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Debate público - Reconverter as Convertidas


Recentemente classificada como Imóvel de Interesse Público, a Braga +  e a JovemCoop  irão promover no dia 27 de Novembro pelas 21 horas na Casa dos Coimbras um debate com vista a discutir "Qual o futuro para este monumento?". Contará como convidados Carlos Aguiar Gomes da Associação Famílias; Manuela Sá Fernandes do Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio; José Araújo, ex- Governador Civil do Distrito de Braga; Rui Ferreira, da Associação Braga + e Hugo Pires, Vereador do Urbanismo da CMB. 
O debate, intitulado “Reconverter as Convertidas”, vai ser moderado por Ricardo Silva, coordenador da JovemCoop e fundador da Braga +, estando aberto à participação de todos os cidadãos interessados em discutir esta temática e propor alternativas.

Por + cidadania, + cultura e + património. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Casa das Convertidas - Imóvel de Interesse Público

Diário da República, 2ª Série, 07/11/2012

Vem hoje publicado no Diário da República a classificação final do Recolhimento de Santa Maria Madalena/Casa das Convertidas como Imóvel de Interesse Público.

Esta classificação vem acompanhada pela instituição de uma Zona Especial de Protecção considerável, que vai desde o topo sul do Campo Novo até ao extremo Sul da Av.Central e, sensivelmente, do Centro Comercial Lafayette até ao Parque de Guadalupe.

Isto são excelentes notícias tendo em conta que a Casa das Convertidas está bastante degradada e a necessitar de urgente intervenção, pelo que se espera que agora que será oficializada como Monumento, possa centrar mais cuidados por parte dos orgãos de gestão competentes.

É feliz motivo, também, porque garante a traça arquitectónica do corrente nascente da Casa das Convertidas, que tem sido alvo de especulação imobiliária, temendo-se projectos megalómanos e desvirtuadores daquela composição.

São, ainda, boas notícias, porque se a CMB licenciar algum projecto para a área de logradouro dos edifícios a nascente da Casa das Convertidas, isso irá requerer um estudo arqueológico de uma zona que é pouco ou nada conhecida.

Mas a nossa atenção vai, sobretudo, para o avançado estado de degradação da Casa, situação que temos vindo a denunciar. As nossas preocupações, além da queda de rebocos e de telhas, vai agora para a parte cimeira do brasão de Sta Maria Madalena que está a colapsar, devido à abertura de grandes fendas, situação agravada com a trepidação das obras do programa "A Regenerar Braga". Esta situação pode conduzir à ruptura do andar de cima do imóvel, bem como coloca em risco a segurança dos transeuntes.

A partir de hoje Braga possui mais um monumento, garantia dada pelo selo de qualidade que é esta classificação. Contudo, a classificação não é um garante da salvaguarda total, pelo que manter-nos-emos atentos, sobretudo nesta altura em que o Ministério da Administração Interna pretende colocar ali os serviços de estrangeiros e fronteiras e uma delegação da protecção civil.

Coincidentemente, no próximo dia 23 de Novembro, a Braga+ e a JovemCoop promoverão um debate público sobre "reconverter as Convertidas", possibilitando auscultar várias ideias e aproximando os cidadãos do património e partilhando destinos a dar a este imóvel.

Esta é uma excelente notícia, uma verdadeira prenda natalícia adiantada para a cidade de Braga!




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Políticas de Reabilitação para o centro histórico de Braga



O real objeto da reabilitação urbana é a cidade. O urbano confere á reabilitação um carácter de política pública, o que difere de reabilitação arquitetónica e não poderá ser confundido com uma mera reabilitação do espaço público. O carácter intrínseco de política urbana implica uma abordagem multissectorial e integrada. Em primeiro lugar importa a consideração do quadro físico da urbe e do seu desempenho enquanto suporte da vida social, exige a dualidade intrínseca de reabilitação e salvaguarda patrimonial nas práticas de gestão urbanística. Num segundo entendimento implica a consideração do quadro económico, das repercussões sobre a economia local, sobre a atratividade, sobre a consideração da rentabilidade vs o investimento municipal. E por último implica uma consideração acerca dos efeitos sobre a dimensão social do centro histórico. Regenerar implica injetar dinâmicas de desenvolvimento. Não basta reabilitar edificado, nem maquiar o espaço público!
A capacidade de atracção, quer de residentes, visitantes, turistas e investidores implica considerar fatores como beleza ambiental e urbanística, aliada a uma riqueza patrimonial e de projeção cultural e implica dinâmicas económicas.
Integrar e potenciar a cidade economicamente, tornar o centro atrativo não se consegue apenas com modernização do espaço público; com uma ansia de modernidade sustentada em políticas de destruição da identidade e da imagem do mesmo. É necessário que o município entenda as repercussões de cada acto isolado, entenda que descentralizar equipamentos, que considerar a localização da pousada da juventude fora do núcleo histórico; criar tensões entre as grandes superfícies e o comércio tradicional; localizar o hospital e o estádio na envolvente, entre outros atos, são políticas expansionistas e não de regeneração urbana. Perante o aparecimento de novas centralidades como é que a cidade tradicional poderá ter a capacidade para competir e afirmar-se como um verdadeiro polo de atratividade?
Regenerar o centro histórico implica pro-atividade e estratégia por parte da gestão municipal, implica estar consciente das consequências, implica visão, exige ir muito além da repavimentação e, sem destruição das memórias urbanas, implica investir dinheiro público com uma rentabilidade considerada.
Projetar culturalmente Braga requer o desenvolvimento e investimento em políticas culturais e patrimoniais que permitam a identificação de uma imagem de marca para a cidade, que a identifique e valorize no panorama nacional e internacional. As transformações socioeconómicas revalorizam as diferenças e as particularidades como resposta á standardização desta nova era, e daí a tendência para a requalificação dos tecidos urbanos antigos e a aposta na recriação do passado, a preservação da memória e das tradições. Este reconhecimento pelo valor económico do património é negligenciado em Braga.
Que lugar existe nas políticas municipais para o património?! O espaço público é o património comum de cada cidadão, que lugar existe para a memória urbana?! Se defender o património consiste em preservar espaços físicos que testemunham a cidade e recriar memórias, não será então crime urbanístico descaracterizar símbolos da representação coletiva?!

Fátima Pereira

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Apresentação pública da Associação Braga+

@Rui Pinheiro
A 21 de outubro, foi apresentada à cidade a Associação Braga+ (Cultura, Património e Cidadania). Do alto da Torre de Menagem emanaram grandes ideias e muitas vontades de trabalhar em prol da nossa cidade! 

"Iniciamos oficialmente este projecto, denominado Braga +, num local emblemático da nossa cidade: a torre de Menagem, encontrados 193 metros acima do nível do mar, 30 metros acima do solo e numa localização estratégica sobre o antigo circuito medieval. Quisemos começar aqui no preciso lugar da história, bem próximos do coração da nossa cidade, a mesma que nos toca, nos move o afecto e nos faz estar aqui hoje reunidos.

Nesta torre, outrora sede da nossa defesa colectiva, propomos-nos carregar sobre os ombros a responsabilidade de uma cidadania activa, não nos negando ao protagonismo a que qualquer cidadão deve aspirar numa sociedade democrática.

Estamos certos que a nossa palavra e intervenção serão agentes efectivos de sensibilização e mudança, num tempo decisivo para a definição do papel do nosso município no contexto regional e nacional. Seremos intérpretes inegáveis de uma geração cada vez mais consciente da valia do seu passado, que aspira a mais, e que sabe que pode alcançar esse mais com o seu esforço e empenho."

Não nos une a visão económica da sociedade, os credos religiosos, ou as sensibilidades partidárias. Não nos une a idade, o género, ou a área de formação. Também não nos une o clube de futebol, as opções profissionais ou os grupos dos quais fazemos parte. Une-nos sim uma cidade e o seu futuro. E esta unidade e procura de objectivos comuns tem um nome concreto: Braga! Nesse sentido deixaremo-nos guiar por um trinómio de actuação: cultura-património-cidadania."

Queremos uma Braga com Mais Cultura! Não nos limitaremos a questionar. Não nos inibiremos também de fazer sugestões para melhorar a qualidade do que já de bom se realiza em termos culturais no nosso município. Procuraremos sim, sermos nós também promotores de cultura, patrocinando percursos pelo património, prelecções sobre a história local, debates sobre o destino a dar a imóveis de singular valia, ou não nos inibindo de buscar parcerias para fazer realidade – já em 2013 – o sonho de um Festival Barroco. Seremos fazedores de cultura, conscientes que estamos da necessidade de não apenas exigir aos poderes públicos o acesso à mesma, mas certos que também podemos dar o nosso contributo. Qualquer cidade que pretenda afirmar-se na Europa só o pode fazer se apostar claramente na cultura. E nós daremos, para tal, o nosso humilde contributo.  

Queremos uma Braga com Mais Património! Braga é daquelas cidades que não se pode descrever. Ama-se e pronto! Os bracarenses amam genuinamente a sua cidade e têm sido capazes de se tornar cada vez mais adeptos do seu passado e da sua identidade. Talvez por vivermos imersos numa sociedade pós-moderna, que frequentes vezes se sente privada de referenciais e fundamentos, a necessidade de preservar o património cultural e intangível tornou-se uma prioridade. Braga é hoje uma cidade de património. Não, porventura, pelo zelo dos poderes públicos na preservação ou valorização do património, muito menos pelo facto de termos sabido respeitar sempre o legado do nosso passado. Braga é uma cidade do Património devido à evidência do zelo apaixonado dos bracarenses por aquilo que é genuinamente seu, pela sua vontade inexorável de conhecer melhor a sua identidade e pela sua atitude férrea e persistente na defesa do seu património cultural.

Queremos uma Braga com Mais Cidadania! Por último, mas sem menor importância, cabe-nos patrocinar a cidadania, vector essencial da sociedade democrática e ícone da participação dos cidadãos nas decisões que os implicam. Não temos pretensões de sermos decisores do que quer que seja, mas temos a ambição controlada de auxiliar, com a nossa voz e reflexão a pensar novas soluções para as questões comunitárias e a sugerir ideias que podem ser fundamentais para o nosso futuro.

O nosso sonho: a constituição de um museu da cidade de Braga. Não é algo de inédito, dado que Braga já teve uma espécie de museu da cidade nos primórdios do Museu D. Diogo de Sousa. Esta ideia nasce do imperativo de divulgar a riqueza de uma história com dois mil anos, por onde passaram diversos povos e culturas que deixaram bem vincadas as suas marcas. Os bracarenses só poderão perceber a sua identidade se acederem à sua história. 

Amigos e amigas, bracarenses de boa vontade, este projecto é para vós e vai ser aquilo que cada um de nós quiser que ele seja. Não é por nós que o fazemos, mas sim pelos bracarenses do futuro, por aqueles que ainda não nasceram, que ainda não entenderam a importância do berço que o destino lhes doou e que antecipadamente são convidados a soletrar esta palavra que nos faz propulsar o coração: Braga! Se hoje aprendermos a valorizar e a conservar – sem nenhum de tipo de arcaísmo ou imobilidade – a memória da comunidade humana à qual pertencemos, poderemos dizer que cumprimos a nossa responsabilidade.

Que diria o notável Arcebispo D. Diogo de Sousa perante a nossa intenção de salvaguardar-lhe a memória e de recordar a Braga do seu tempo? Que reacção teria o pequenino D. Rodrigo de Moura Telles, vendo-nos aqui abismados perante a sua suprema ideia de dar a Braga e ao mundo um ex-libris raro, como é o Bom Jesus? Que desenhos faria André Soares diante da tamanha admiração que hoje lhe granjeamos e perante o nosso compromisso em elevar um barroco que, pelas suas mãos, ousou chamar-se bracarense?

O que desejamos é uma Braga que sabe potenciar os seus recursos, que valoriza o património legado pelas diferentes eras que atravessou, uma cidade que se orgulha do seu passado, que o conhece e valoriza, e que o sabe mostrar ao resto do mundo. Uma Braga + culta, + participada e com + identidade! " 
Braga, aos 21 dias de outubro do ano 2012 da era cristã
Rui Ferreira

Rui FerreiraProf. Miguel BandeiraRicardo Silva e Carlos Santos